quinta-feira, 12 de novembro de 2009

GOVERNO DA VICE: PROPAGANDA ENGANOSA, FAZENDO FESTA COM DINHEIRO DOS OUTROS.

MP quer publicidade do governo Roseana Sarney fora do ar

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12 de novembro de 2009 às 09:06
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O Ministério Público Estadual deu entrada, terça-feira, na Segunda Vara da Fazenda Pública, em São Luís, titulada pelo juiz de Direito Carlos Veloso, ação civil pública, com pedido de tutela antecipada, contra o Governo do Maranhão, por conta de ilícitos que teriam sido cometidos pela chefe do Executivo Estadual, Roseana Sarney, acusada de publicidade institucional indevida e promoção pessoal, com base em inserções diárias veiculadas pela televisão, bem como num informativo intitulado “o futuro já chegou”, distribuído na edição de 18 de outubro do Jornal “O Estado do Maranhão”, da família Sarney.

Em algumas das peças produzidas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), a governadora do Estado, secretários e outros agentes públicos, além de atribuir para si a iniciativa de empreendimentos privados e de seus respectivos empreendedores, passam para a população a falsa informação de que se trata de obras públicas estaduais. Em outras, como na entrega de viaturas à polícia, a governadora se coloca como se ela própria tivesse comprado os automóveis e os colocado à serviço da população – propaganda enganosa.

É o que fica claro na ação proposta pelos promotores de Justiça João Leonardo Sousa Pires Leal e Marcos Valentim Pinheiro Paixão, respectivamente, titulares das 8ª. e 16ª. Promotorias Especializadas na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa. Eles solicitam da Justiça que a propaganda seja sustada, imediatamente, sem prejuízo de outras medidas impostas pela infração ao art. 37, § 1º da Constituição Federal.

DVD e provas – Os promotores de Justiça analisaram, detidamente, as inserções publicitárias na televisão, condensadas em um DVD – não se referiram às peças veiculadas no rádio - e puderam constatar “o uso de imagens e sons na tentativa de promoção pessoal da Chefe do Executivo Estadual e inúmeros outros agentes políticos, através de vinhetas nas quais aparecem em meio a obras, inaugurando programas de governo, discursando e dando entrevistas”.

Ao total, conforme os promotores de Justiça, são dez as inserções publicitárias institucionais indevidas, enumeradas no DVD que anexaram à ação, todas eivadas de vícios e ilegalidades que afrontam o princípio constitucional. Por exemplo, na vinheta “Mãos à Obra”, cuja peça divulga a construção da fábrica de celulose – de uma empresa privada - no município de Imperatriz, os membros do Ministério Público observam que ela contém imagens e depoimentos voltados exclusivamente para a promoção pessoal da governadora do Estado Roseana Sarney e várias outras autoridades, dentre elas o Secretário Estadual de Administração e Previdência Luciano Fernandes Moreira e o Secretário Estadual de Comunicação Sérgio Antônio Mesquita Macedo. No discurso proferido na oportunidade, a Chefe do Executivo Estadual assim disse: “Estamos aqui, felizes com o anúncio da implantação de uma das maiores plantas industriais de celulose no Brasil, que faz da região tocantina seu endereço definitivo”:

- “A tentativa de personalizar a construção da fábrica é clara, pela exibição de imagens das citadas autoridades, bem como pelo uso da primeira pessoa no discurso proferido pela Governadora (‘estamos’)” – anotam os promotores.

Outro exemplo citado pelos agentes do MP: a vinheta que faz menção à aquisição pelo Estado de viaturas policiais mostra a governadora Roseana Sarney caminhando à frente de um pelotão de policiais militares, com o claro intuito de atribuir o ato do Estado a sua pessoa. “Além disso, é mostrada reunião da qual participam a chefe do Executivo e inúmeros secretários de Estado, oportunidade em que aquela profere a seguinte frase: ‘A situação da segurança pública estava intolerável. Nós tomamos todas as providências. A ordem é polícia na rua, população tranquila, bandidagem intranqüila”.

“Note-se que, além do uso de imagem da Governadora Roseana Sarney e de outros agentes políticos, aquela faz uso indevidamente da primeira pessoa (“nós”) em sua fala, na clara tentativa de atribuir a si a compra das viaturas policiais, personalizando a atividade pública”, explicam os promotores.

A ação civil pública mostra várias outras situações em que se configuram ilícitos que ferem a probidade administrativa e o princípio da impessoalidade no âmbito do Poder Público “que fora propositadamente esquecido para beneficiar determinadas pessoas públicas”, dizem os membros do MP.

Na ação, o MP acrescenta que a publicidade levada a efeito pela Administração Estadual demonstra claramente que há enorme promoção não só da Chefe do Executivo, Roseana Sarney, principal beneficiária da publicidade indevida, mas de todas as autoridades políticas que aparecem nas imagens analisadas, “situação que fere o principio da impessoalidade, uma das vigas mestras da administração pública”:

Quanto ao informe publicitário distribuído através do jornal da família Sarney, os promotores João Leonardo Sousa Pires Leal e Marcos Valentim Pinheiro Paixão anotam que ele “não teve outra finalidade senão promover a pessoa da Governadora Roseana Sarney, e não simplesmente divulgar as ações implementadas pela Administração Estadual”.

O Jornal Pequeno entrou em contato com o secretário de Comunicação Social, Sérgio Macedo. Mas ele disse que só se manifestará sobre o assunto quando o Governo do Estado receber alguma notificação. (Do Jornal Pequeno)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CONFIRMADO: JACKSON É A MAIOR LIDERANÇA DO MARANHÃO.

Liderança política do MA: Jackson Lago em primeiro; Lobão em último.

Nenhum comentárioPor: Robert Lobato | 21 de outubro de 2009
Jackson Lago: grande vencedor

Jackson Lago: grande vencedor

Chegamos ao final da nossa enquete sobre qual a maior liderança política atualmente no Maranhão. O resultado foi o seguinte. Em primeiro lugar ficou o governador Jackson Lago com 180 votos (47%). Em seguida veio o ex-ministro Edson Vidigal com 82 votos (21%), em terceiro lugar ficou o deputado federal Flávio Dino, que obteve 38 votos dos leitores (10%).

Em quarto lugar aparece o também deputado federal Domingos Dutra com 28 votos (7%) e finalmente o ex-governador José Reinaldo obtendo 25 votos (7%).

O interessante é que todos os cinco primeiros colocados são do campo das oposições ao grupo Sarney. O dois nomes sarneisistas, Roseana Sarney e Edison Lobão ficaram para trás. A governadora obteve 24 votos e ficou em sexto lugar, já o ministro Lobão ficou na lanterninha, em último lugar com apenas 8 votos (2%).

A enquete mostra claramente, ainda que forma empírica, que os internautas não vêem os sarneisistas como líderes, talvez, no máximo, como pessoas que detém autoridade e poder e daí utilizam essas duas ferramentas como forma de “liderança”. Aliás, todas as pesquisas científicas de opinião encomendadas por diversos partidos, inclusive os do governo, mostram que as lideranças políticas do grupo Sarney estão desgastadas. Nem o ministro Lobão escapa.

Ministro Lobão: último lugar

Ministro Lobão: último lugar

Nesse sentido, o blog agradece a participação dos leitores e leitoras e convida para que todos participem da próxima enquete que vai ser publicada amanhã e que desejará saber qual o pior secretário do governo Roseana Sarney. Participem.
Obrigado.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vem aí: honoráveis bandidos.

Lançamento do livro Honoráveis Bandidos

Está no Blog de Robert Lobato.

vá lá e dê sua opinião e seu voto.

até agora a votação é a seguinte:

Enquete

Na sua opinião, qual a maior liderança política atualmente do Maranhão?

  • Jackson Lago (46%, 151 Votes)
  • Edson Vidigal (20%, 65 Votes)
  • Flávio Dino (10%, 34 Votes)
  • Domingos Dutra (8%, 26 Votes)
  • Roseana Sarney (6%, 21 Votes)
  • José Reinaldo (6%, 18 Votes)
  • Roberto Rocha (5%, 16 Votes)
  • Sebastião Madeira (4%, 12 Votes)
  • João Castelo (3%, 11 Votes)
  • Marcelo Tavares (3%, 9 Votes)
  • Edison Lobão (2%, 7 Votes)

Total Voters: 325

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mais sujeiras de Sarney: diz Alberto Dines.



Mais sujeiras de Sarney

Solidariedade ao Estadão deixa Sarney mais encrencado

Por Alberto Dines em 12/10/2009

O Estado de São Paulo está sob censura prévia há mais de 70 dias. Esta arbitrariedade judicial poderia ter sido imediatamente estancada e desmoralizada se algum dos grandes jornalões brasileiros tivesse encarado os censores do Superior Tribunal de Justiça de Brasília e publicado o que faltava do relatório da Polícia Federal sobre as estripulias do clã Sarney. Os capangas do presidente do Senado – e nem o próprio – teriam a coragem de estender as sanções ao Globo e à Folha de S.Paulo.

Demorou, mas aconteceu: a Folha, enfim, saiu da toca em que se abrigou desde o início de fevereiro, quando o seu dileto colaborador tornou-se o protagonista da mais aberrante coleção de escândalos da nossa história legislativa.

A manchete da edição de domingo (11/10) com a transcrição das comprometedoras conversas de Fernando Sarney – o primogênito encarregado de fazer os negócios da família – com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, é uma bomba arrasa-quarteirão. Fica comprovado que o ex-ministro Silas Rondeau era de fato pau-mandado de Sarney e que as denúncias anteriores eram rigorosamente procedentes, a despeito da choradeira e dos protestos de inocência.

Escancara-se em grande estilo o sistema de prevaricação e ilegalidade instalado no gabinete de um ministro de Estado, membro do primeiro escalão da República, figura de proa do projeto de exploração do pré-sal, sobre o qual se depositam tantas esperanças.

Gravações legais, divulgação embargada:

As gravações foram feitas pela Polícia Federal com autorização judicial e fazem parte do mesmo inquérito que o desembargador Dácio Vieira não queria ver divulgado pelo Estadão.

O teor das conversas é surpreendente e desconcertante: até agora se sabia que na Esplanada dos Ministérios estavam implantados poderosos lobbies, porém jamais se conseguiu radiografar com tamanha precisão omodus operandi de um destes apêndices governamentais que chegam a controlar a agenda de ministros, impõem decisões que favorecem os seus interesses e comandam a máquina administrativa.

Não importam aqui as implicações e desdobramentos políticos e judiciais das revelações da Folha. O que os três poderes farão com estes estarrecedores flagrantes torna-se secundário considerando-se a letargia moral e a arrogância que tem acompanhado denúncias anteriores.

Importa, sim, o despertar de uma Imprensa que passou os últimos anos entretida com seu próprio umbigo e suas crises de identidade, mais preocupada com o "modelo de negócios" do que com os seus compromissos com a sociedade, e por isso distraída pelas banalidades que ela própria incubou.

No meio de um feriadão, esperava-se uma edição de domingo burocratizada, com a habitual manchete estatística sobre o sexo dos anjos. De surpresa, a Folha brinda os seus leitores com uma primícia há muito não oferecia. A semana que começaria chocha tem tudo para terminar vibrante.

O Estadão já não precisa ficar contando os dias que passou amordaçado, inventando pronunciamentos e protestos contra a violência sofrida. Agora pode levantar-se e lutar. Pode, inclusive, desafiar os censores e reproduzir o que a Folha ousadamente publicou.



Fonte: Observatório da Imprensa

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Companheiro Franklin começa o tratamento contra o câncer.

Recebo com muito carinho a notícia de que o nosso Companheiro Franklin começa o tratamento contra o câncer e aqui do meu Blog peço a todos que orem e coloque o nosso companheiro em suas orações para a sua breve recuperação.

te esperamos para a luta Companheiro.

Oi Eduardo,
Obrigado pela mensagem, pela oração. Te agradeço pela força. Já estou instalado no Hospital do Câncer A.C Camargo - o fone é (11) 2189 5000-ramal 1702, onde inicio o tratamento. Tudo vai dar certo, e em breve estarei de volta a nossa terrinha.
Abraços
Franklin

O Maranhão construiu uma política de SEGURANÇA CIDADÃ, pelas mãos de Jackson e Eurídice.

O informativo é do Ministério da Justiça,portanto, isenção plena.

O MA entrou no Pronasci na segurança cidadã do gov.Jackson Lago e agora recebe este reforço: viaturas, armas e, acima de tudo, policiais altamente capacitados, a Custo Zero para o MA.Este é, de verdade, um grande investimento para o Estado, até pelo efeito multiplicador que gera.

E a mentira impressa e falada do hoje governo, à época, foi feroz no ataque, inclusive dizendo que o MA não fazia parte do PRONASCI.

Precisamos divulgar ao máximo este resultado.Vamos, na prática, reagir ao silêncio sobre o que soubemos como equipe fazer e que eles sabem com competência rara tentar anular pela repetição insistente de mentiras continuadas.

abraços, Eurídice Vidigal

domingo, 11 de outubro de 2009

O Maranhão já sabia, agora é que o Brasil vai saber?

Grampos revelam ação de filho de Sarney no governo

Conversas gravadas pela Polícia Federal revelam que Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), controla a agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A revelação está em reportagem da Folha deste domingo, já nas bancas.

Os repórteres Hudson Corrêa, Andréa Michael e Andreza Matais informam que, nos diálogos, Fernando e o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), aliado da família Sarney, ditam compromissos para Lobão ou para seus assessores. Também marcam e cancelam reuniões do ministro sem avisá-lo previamente.

Segundo a PF, as conversas configuram tráfico de influência, informa a Folha.

Lobão disse que não há interferência. José Sarney e seu filho não quiseram comentar. (Folha Online)


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Já sabemos em quem não votar.

PELO MENOS JÁ SABEMOS QUEM NÃO QUEREMOS REELEGER EM 2010!!!

RECEBI, LI e REPASSO.
Creio que posso perguntar aos nossos congressistas se isso não lhes constrange? Será que nada vai mudar e as "quadrilhas" e "picaretas" vão continuar agindo? Até quando?
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A Grota de Angicos e o Bando de Lampião

(Autoria desconhecida)

Uma poderosa quadrilha está aterrorizando o País. É o temível 1º CSB (1º Comando do Senado Brasileiro). Qualquer semelhança

Com o Bando de Lampião não é mera coincidência. Não dá para precisar o número exato de malfeitores, pois seus tentáculos espalham-se pelo Executivo e até no Judiciário em Brasília, todos de alto poder aquisitivo e dotados de intermináveis processos sem julgamento.

Cuide-se em Brasília e Aeroportos, pois todos estão soltos e exibindo com orgulho, o deboche e descaso para com a perplexa Nação Brasileira. Segue abaixo, alguns membros da quadrilha que Assaltou o Senado (A grota de Angico) e seus “currículos”.

Bando do Zé Sarney (Lampião)

(O último dos Coronéis do Nordeste)

- Edição de atos Secretos nomeando parentes – ARQUIVADO
- empresa de neto de Sarney intermediava operações de crédito Consignado no Senado.ARQUIVADO
- Operação Boi Barrica da Policia Federal flagra diálogo de Sarney acertando emprego no Senado para namorado da neta. ARQUIVADO
- irregularides na Fundação Sarney na prestação de contas de 1,3 milhões dado pela Petrobrás. ARQUIVADO
- Omissão de declaração de uma mansão em Brasília avaliada em 4 milhões. ARQUIVADO
- Investigação de desvio de R$ 500.000,00 da Fundação Sarney. ARQUIVADO
- Omissão de declaração de aquisição de terras para não pagar tributos. ARQUIVADO

Segundo Escalão

Renan Calheiros (PMDB-AL) (O Corisco das Alagoas)

- Renan recebia recursos da empreiteira Mendes Júnior, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. Pagamento do aluguel de R$ 4.500,00 de um apartamento de quatro quartos em Brasília e com a pensão mensal de R$ 12 mil para a jornalista. ABSOLVIDO PELO PLENÁRIO
- Polícia Federal faz perícia em documentos que Renan apresentou ao Conselho de Ética para tentar comprovar venda de R$ 1,9 milhão em gado em quatro anos. O objetivo é comprovar a autenticidade dos documentos. ABSOLVIDO PELO PLENÁRIO
- O parlamentar beneficiou a empresa Schincariol junto ao INSS, além das acusações de que o peemedebista teria grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). ABSOLVIDO PELO PLENÁRIO
- Revista "Veja" publica nova reportagem contra Renan na qual informa que o senador é sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas. Ele teria usado laranjas e pago R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo, parte em dólares, para virar sócio de duas emissoras de rádio em Alagoas, que valem cerca de R$ 2,5 milhões. ABSOLVIDO PELO PLENÁRIO, por votação aberta, protegido pelo Palácio do Planalto e Tropa de choque.


Fernando Collor (PTB-AL)

(Jararaca)

Responde processo Trata de falsidade ideológica, peculato, tráfico de influência e corrupção ativa. Somadas, as penas máximas previstas para esses crimes chegam a 25 anos de prisão. O relator, ministro Carlos Alberto Direito, ainda não marcou a data do julgamento, mas a previsão no Tribunal é de que ele ocorra até o fim do próximo ano. Ex Presidente cassado por este Mesmo Senado, foi responsável pelo suicídio e falência de milhares de brasileiro, quando Em março de 1990, determinou que saldos em contas acima de 50 mil cruzados novos fossem bloqueados por 18 meses, fracassado plano da então Ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello.

Os Cupinchas (Baixo Clero)

Epitácio Cafeteira (PTB/MA)

(Oliveira)

TRE-MA Representação Nº4551/2006 - Irregularidades em captação e gastos de recursos de campanha. TRE-MA Investigação Judicial Nº3304/2006 - Captação ilícita de recursos.

Expedito Junior (PR/RO)

(Caixa de Fósforo)

TSE Recurso Contra Expedição de Diploma Nº754/2007 - Compra de votos; abuso de poder econômico, corrupção ou fraude. TSE Recurso Contra Expedição de Diploma Nº753/2007 - Compra de votos, abuso de poder político e abuso de poder econômico. TRE-RO Ação de Impugnação de Mandato Eletivo Nº2/2006 - Sob segredo de justiça. TRE-RO Representação Nº3329/2006 - Compra de votos e abuso de poder econômico - oferecimento de vantagem financeira a empregados da empresa Rocha Segurança e Vigilância LTDA.


Gim Argello (PMDB/DF)

(Moeda)

TRF 1ª Região Inquérito Nº01.00.058828-8/2005 - Crime contra o sistema financeiro. TJ-DF Quarta Vara da Fazenda Pública do DF Ação Civil Pública Nº01.1.094961/2005 - É réu na ação movida pelo Ministério Público do DF sobre a prática de atos de improbidade administrativa TJ-DF Segunda Vara da Fazenda Pública do DF Execução Fiscal Nº01.1.072031-2/2002 - É executado pela Fazenda Pública do Distrito Federal. O valor da causa é de R$27.594,56.









Inácio Arruda (PC do B/CE)
(Diferente)
TRE-CE Representação Nº11002/2007 - Distribuição de bens e dinheiro em troca de votos.





João Ribeiro (PR/TO)

(Mangueira)

STF Inquérito Nº2131/2004 - Crime contra a liberdade pessoal - redução a condição análoga à de escravo. STF Ação Penal Nº399/2005 - Crime contra a administração pública - peculato. STF Inquérito Nº2274/2005 - Crime contra a ordem tributária. STF Inquérito Nº1882/2003 - Crime contra a administração pública - desvio de verbas em obras públicas. Processo remetido ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.








João Vicente Claudino (PTB/PI)

(Mergulhão)

TSE Recurso Especial Eleitoral Nº28127/2007 - Compra de votos, abuso de poder político, abuso de poder econômico, uso indevido de meio de comunicação. TRE-PI Representação Nº1035/2006 - Compra de votos.



Leomar Quintanilha (PMDB/TO)

(Quinta-feira)

STF Inquérito Nº2274/2005 - Crime contra a ordem tributária. STF Inquérito Nº1882/2003 - Crime contra a administração pública - desvio de verbas em obras públicas. Processo remetido ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região..








Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR)

(Cajarana)

TSE Recurso Contra Expedição de Diploma Nº778/2007 - Compra de votos, abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. TRE-RR Recurso Contra Expedição de Diploma Nº9/2006 - Interposto pelo PMBD, contra a diplomação do senador. TRE-RR Recurso Contra Expedição de Diploma Nº9/2006 - Interposto pelo PMDB.


Papaléo Paes (PSDB/AP)

(Zé Sereno)

TCU Acórdão Nº301/2005 - Irregularidades na aplicação de recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) repassados à cidade de Macapá; instauração de tomada de contas especial.TCU Acórdão Nº268/2007 - Tomada de contas especial; condenado a pagar multa de R$3.000,00 por aplicação indevida de recursos do Fundo Nacional de Saúde quando prefeito de Macapá.







Roberto Cavalcanti (PRB-PB)
(Candeeiro)
Que assumiu a vaga de José Maranhão (PMDB), empossado governador da Paraíba, após a cassação do tucano Cássio Cunha Lima.Cavalcanti respondia na Paraíba por corrupção ativa e uso de documento falso




Romero Jucá (PMDB/RR)
(Labareda)
STF Inquérito Nº2116/2004 - Desvio de verbas públicas praticado por prefeito. TSE Recurso Ordinário Nº1410/2007 - Ação de investigação judicial por abuso de poder político - compra de votos.







Valdir Raupp (PMDB/RO)

(Colchete)

STF Ação Penal Nº358/2003 - Crime contra a administração pública; peculato. STF Petição Nº3008/2003 - Reautuação do Inquérito 1999/2003; improbidade administrativa. STF Inquérito Nº2027/2003 - Crime contra o sistema financeiro nacional. STF Inquérito Nº2442/2006 - Crime contra a administração pública - desvio de verbas em obras. STF Ação Penal Nº383/2004 - Gestão fraudulenta de instituição financeira.



Wellington Salgado (PMDB/MG)

(Pancada)

Suplente de Senador de Hélio Costa, hoje Ministro das Comunicações – Responde Inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) Nº2628/2007 - Crime contra a ordem tributária. Devedores do INSS - A Associação Salgado de Oliveira de Educação deve R$ 37.436.817,36 ao INSS. Participou ativamente da Tropa de Choque que protegeu Renan Calheiros e agora repete a dose, defendendo José Sarney.





Os parceiros e parceiras da Quadrilha, que empurram com os pés o lixo para debaixo do tapete do Senado(Grota de Angico).

Francisco Dornelles (PP/RJ) Almeida Lima (PMDB/SE) Paulo Duque (PMDB/RJ)
Volta Seca Zé Baiano Pedro Cândido


Ideli Salvatti (PT/SC) Serys Slhessarenko (PT/MT) Fátima Cleide (PT/RO)


Maria Bonita Enedina Dadá


Lobão Filho (PMDB/MA) João Pedro (PT/AM) Augusto Botelho(PT/RR)


Criança Luiz Pedro Pai Velho

O Brasil decente espera, ardentemente

por uma nova

“VOLANTE”

Comandada por um novo e valente

Tenente



























































terça-feira, 6 de outubro de 2009

Uma mente Privilégiada: CESAR TEIXEIRA. Esse é de luta.

O Banquete Execrável

César Teixeira

Entre restos de pizza jogados no balcão imundo, um grupo de parlamentares se diverte tirando da cartola novas manobras políticas, enquanto José Sarney, o Reincidente, suspira com uma pitada de Pré-Sal no caldo de sarnambi, quem sabe já degustando vantagens para as extensas áreas que adquiriu ilegalmente em Santo Amaro, nos Lençóis Maranhenses, visando à exploração de gás.

Imóvel, sobre o freezer abarrotado de vísceras, a estátua decapitada da Justiça sente o peso da solidão e da indiferença.

Crentes de que não será a sua última ceia, os convivas devoram com avidez as costelas indigentes da ética e do decoro, lambendo o sangue nos dedos coalhados de anéis. Vomitam uns nos outros como cães hidrófobos, soltando arrotos e peidos estridentes. Apesar do cheiro quase sólido de enxofre no ar, salvaram-se as regalias, como os saques indenizatórios ao tesouro público para despesas secretas de tapioquinhas, ou linhas aéreas para os paraísos da impunidade.

Novas denúncias certamente irão surgir, mas servirão apenas de aperitivo para a larica incontrolável dos canibais engravatados.

O Congresso Nacional, este sim, é que pode ser chamado de Zona do Baixo Meretrício, onde as receitas pirateadas do Kama-Sutra contra os interesses nacionais e a ordem constitucional do País superam as páginas rasgadas da Carta Magna brasileira, que entulham as latrinas do Senado. No Plenário, as sessões legislativas tornaram-se animados stripteases de lama, gincana execrável entre gigolôs do patrimônio público. Os cabarés da Rua 28 de Julho e da Rua da Palma eram muito mais respeitáveis.

Em Brasília a classe política sofre de bulimia crônica. De modo geral, política e jantar de negócios em mansão não declarada são a mesma coisa. Come-se e bebe-se gratuitamente, sem bater cartão ou pagar aluguel. Ordinariamente, todos decoram seus papéis: coronéis de merda, mordomos secretos, lobistas aloprados, office-boys midiáticos, cangaceiros de terceira categoria, arapongas etc. Nos bastidores, juízes de papel machê.

O mais reles papel, entretanto, cabe ao presidente Lula, espécie de czar naturalista especializado em mimar camaleões de bigode, que, para justificar o injustificável, enterra o PT em cova rasa, poupando velas de sete dias para o mausoléu do Convento das Mercês, um museu republicano financiado com recursos de empresas estatais.

Assim, sobre o balcão imundo, renovam-se alianças e casamentos políticos, não sem antes, por conveniência sentimental ou compadrio, empurrar as picuinhas retemperadas pela mídia para debaixo do tapete – com ou sem as sobras cirúrgicas de Dilma Roussef.

De olho nas próximas eleições, os senadores puxam lenços solenes com os quais enxugam uns nos rostos dos outros o desperdício de bílis e caviar. Inspirados, como se fosse o vernissage do quadro de miséria que atinge 33,6 milhões brasileiros, retocam a pintura do bigode de José Sarney, o Compulsivo.

Homem incomum por ser esculpido em lodo – o lodo petrificado de uma biografia mergulhada em fraudes e golpes sujos –, o senador do Amapá sabe que ainda tem os holofotes voltados para si, e tirará proveito disso, embora com tremor nas mãos. Fato que tem levado alguns jornalistas a afirmarem ser essa a causa dos seus desarranjos lexicais. Mero imbróglio acadêmico a ser engavetado. É mais frutífero imaginar James Parkinson tentando psicografar alguma bobagem para a Folha de S. Paulo.

Não obstante, durante o banquete que atravessará as eleições de 2010 tudo será permitido, inclusive enfiar o dedo na garganta para vomitar outra vez o que já foi deglutido, e repetir tudo de novo, deixando a conta para o povo brasileiro digerir.

São aberrações políticas iguais a Renan Calheiros, Collor de Mello, e José Sarney, o Dissimulado, que ainda insistem em perpetuar-se no poder para gerir o destino dos cidadãos de bem. Por essas e outras é que dizem que o cavalo Incitatus, nomeado senador por Calígula, teria sido mais ético, pois nunca atentou contra o decoro parlamentar em Roma.

Enquanto houver pizzas no forno e leis que possam ser transgredidas, eles ficarão lá como parasitas para sucatear a democracia, jurando de pés juntos nada saber de nepotismo, desvio de verbas públicas, falsidade ideológica, caixa dois, tráfico de influência e outros crimes manjados. Até que sejam guilhotinados pelos votos da indignação.

Infelizmente, esses mortos-vivos de jaquetões Armani lambrecados de Booster, já deixaram as impressões digitais no erário público, sua calçada da fama, emporcalhando a história de um País ansioso por uma nova independência, não movida a petróleo, mas pela dignidade social e pela cidadania.

Jornal Vias de Fato, São Luís/MA, outubro/2009


domingo, 4 de outubro de 2009

Até quando nosso esporte será tratado assim?


CESAR CIÉLO, QUE LÁSTIMA !!!


QUE CADA UM REPASSE DEVAGARINHO PARA SUA LISTA.
EM POUCO TEMPO, QUEM SABE, GRANDE PARTE DO

POVO BRASILEIRO TOMARÁ CONHECIMENTO DA VERDADE.





Cesar Ciélo, Sensacional !!!




Dessa vez não foi pelo fato de ter ganhado alguma prova de natação,

mas pela entrevista corajosa que deu ao jornal O ESTADO DE SÃO PAULO.
Cesar bastante irritado, falou da falta de apoio da CBDA, (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). César disse com todas as letras que não teve ajuda da confederação e muito menos do governo. Sua vitória de deve a ajuda de seu pai e de patrocinadores.
Para tanto estava treinando nos Estados Unidos. E o presidente da confederação queria que ele voltasse para o Brasil, para treinar aqui. Queria também que ele fosse ao palácio do planalto para fazer o cartaz do presidente. Coisas que ele rejeitou. Daí para frente foi ameaçadode ficar sem o pouco de facilidades que a confederação lhe dava.
Minha vitória tem muito pouco a ver com eles, disse o nadador quando participou do troféu José Finkel, nas piscinas do Corinthians. Querendo eles ou não, sou campeão olímpico, e isso eles terão que engolir. Desde que me tornei profissional, em março, paguei tudo: alimentação, hospedagem, e até meu técnico (o australiano Brett Hawke). Ele ficou assustado, quando lhe perguntaram se a CBDA havia ajudado em alguma despesa.
Sua resposta foi essa: 'Serio que vocês estão me perguntando isso?' 'Pensei que vocês estivessem brincando'. César Cielo contou que além de não receber auxílio da CBDA, teve problemas com o presidente. Entre outras ameaças, ele ameaçou suspender os pagamentos, que eu vinha recebendo dos correios, quando disse a ele que não viria para uma cerimônia no palácio do Planalto. Ele vivia telefonando para meus pais, e não os deixava trabalhar sossegado.Fiquei nervoso
e treinei mal por uns dias.
Esse é o governo que temos. Pelo que se vê o dedo do governo está em tudo. Atletas têm que ir a Brasília para pedir a benção do 'padrinho'. Ainda bem que não vimos medalhistas em Brasília puxando o saco do governo. Porque será?


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Maranhão é grato por ter NEIVA MOREIRA como cidadão.

Roseana Sarney veta Neiva Moreira

A governadora biônica Roseana Sarney (PMDB) vetou o projeto de lei que pretendia homenagiar o ex-deputado Neiva Moreira, colocando o seu nome numa escola de Ensino Médio na capital. O autor do projeto deputado Pavão Filho (PDT) reagiu pedindo que a Assembleia derrube o veto.

O deputado Pavão Filho (PDT) disse nesta segunda-feira (28) que considerou
um equívoco o veto da governadora Roseana Sarney(PMDB) ao seu projeto de
lei que pretendia homenagear o ex-deputado Neiva Moreira colocando seu
nome em uma escola de Ensino Médio na capital. O deputado pedetista
atribuiu o veto de seu projeto ao procurador-geral do Estado. Ele pediu
ainda que Casa faça uma revisão nesse equívoco.

O artigo 37 do parágrafo 1º da Constituição Federal determina que: “A publicidade dos atos, dos programas, das obras, dos serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, nela não podendo constar nomes,
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou
servidores públicos”.

Neiva Moreira não é autoridade e nem é atualmente servidor público e que, portanto, do ponto
de vista institucional, ele não é nenhuma autoridade do Maranhão, mas que
do ponto de vista moral ele é uma autoridade, pelo seu caráter e pela sua
história de vida, pelo se passado e pela contribuição que deu ao Maranhão.

Enquanto a governadora biônica veta o projeto de lei que daria a uma escola o nome de Neiva, o Maranhão está cheio de espaços público com seu nome e seus familiares. Isso tudo com a conivência do poder judiciário.
Enviado por Eri Santos Castro.
Postado por Eri Santos Castro às 12:52

O Maranhão Precisa REAGIR.

- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

- Para morar, escolha uma das vilas:
Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
- Para estudar, há as seguintes opções de escolas:
Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;

- Para pesquisar, apanhe um táxi no
Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;
- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou,
se preferir ouvir rádio, sintonize as
Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney.
Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário;
- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney
(
recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor );
- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao
Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A palavra do Nosso Governador

Palavra de Jackson

Encontro do PDT

Passei o dia de ontem reunido com os companheiros do PDT maranhense, no auditório da Assembleia Legislativa. Foi o 1º Encontro Estadual do PDT 2009, oportunidade de avaliar as grandes políticas públicas dos dois anos e três meses de nosso governo e, ao mesmo tempo, de discutir o futuro, muito especialmente o grande embate eleitoral que ocorrerá no ano que vem, com eleições para presidente da República, governador do Estado, duas vagas para o Senado, deputado federal e deputado estadual.

Foram momentos emocionantes, com a presença de centenas de companheiros de todas as regiões do Estado e de São Luís, que trouxeram palavras de alento e de esperança, ao denunciarem o inconformismo existente nas mais remotas áreas do Maranhão, bem como nas médias e grandes cidades, que pouco a pouco começam a responder ao governo nascido do golpe judiciário, com protestos, mobilizações, greves e movimentação política.

Prefeitos, deputados, vereadores, vice-prefeitos de nosso PDT se uniram à militância dos diversos movimentos partidários para acompanhar palestras sobre democratização do Estado, educação, saúde e saneamento, infraestrutura, segurança e grandes projetos. Esses momentos de exposição formal foram muito ricos e trouxeram a todos nós informações que eram desconhecidas pela grande maioria dos presentes.

Ao mesmo tempo, o debate informal, de grandes grupos que se formavam aleatoriamente (e que depois se dissolviam para partir para novos grupos e novos debates), se espraiavam por outras dependências do encontro, com trocas de informações importantíssimas para a continuidade das militâncias políticas nos municípios.

Durante todo o decorrer do encontro, tivemos, também, a visita de parlamentares e dirigentes de outros partidos co-irmãos, numa demonstração que a unidade do campo oposicionista é um desejo não apenas da maioria da população, mas também de extensos setores das cúpulas partidárias.

Mas, foi na parte da tarde que as discussões se inflamaram, pois saímos do campo administrativo para enveredarmos no debate sobre táticas eleitorais para 2010. Mas, apesar do calor dos debates, foi possível se ver o amadurecimento do partido, que compreende perfeitamente a nova conjuntura, na qual as forças da oligarquia decadente já não conseguem manter sua dominação pelo voto e têm de apelar para outros instrumentos para sua manutenção.

O PDT que ontem se reuniu é um partido sofrido, mas de convicções firmes. Partido que se mantém inalterável no campo popular e democrático, mas que consegue atrair, para seus quadros e suas idéias, setores antes associados à oligarquia, hoje conscientes de que um Maranhão progressista e desenvolvido só acontecerá com a retomada do projeto consubstanciado por nossa administração. Partido que continua com responsabilidades administrativas em dezenas de municípios do Estado, mas que sabe que o pleno municipalismo não se coaduna com práticas oligárquicas e centralizadoras, e sim, com políticas descentralizadoras e municipalistas.

Saio do 1º Encontro Estadual do PDT 2009 revigorado pela demonstração de força, coesão, responsabilidade e vigor de nosso partido, com a certeza de que ele será instrumento fundamental para rompermos com o atraso e retomarmos o fio da História de um Maranhão progressista, livre e feliz.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A palavra do Nosso Governador

Palavra de Jackson

Municípios em crise

Meu primeiro mandato como prefeito de São Luís foi à época da inflação alta, antes do Plano Real. Naquele período, a Prefeitura podia pagar o funcionalismo somente com os juros das aplicações, pois os salários não conseguiam acompanhar a variação inflacionária, que subia em espiral.

Com a estabilidade monetária (permitida pelo Plano Real) e com a adoção da Lei de Responsabilidade Fiscal, todo gestor tem de usar cautela na hora de negociar aumentos salariais dos servidores e no momento de executar investimentos, pois um passo em falso pode por em risco uma administração toda. Foi essa nova realidade com que convivi nos meus segundo e terceiro mandatos à frente da Prefeitura da capital.

Com base nessa experiência agi no governo do Estado assinando convênios com prefeituras, transferindo aos Municípios recursos que sei terem mais eficácia e renderem mais quando administrados de perto pelos prefeitos, além de terem próxima de si a vigilância da população, que exerce o controle social com mais facilidade.

No ano passado, a partir dos Estados Unidos, iniciou-se uma crise imobiliária, que logo se transformou em crise financeira, até alcançar o nível de crise na produção industrial e no comércio exterior. Os efeitos dela se espalharam pelo mundo afora.

Aqui no Maranhão, as imagens que lembram o início desse período foram as do desaparecimento gradativo das filas de navios que antes podiam ser vistos da avenida Litorânea e que, por meses, foram minguando até quase desaparecer. A suspensão das atividades das indústrias produtoras de ferro gusa, cuja maior concentração no Estado é em Açailândia, é outra imagem dos primórdios da crise. A população trabalhadora daquele município viveu o drama do desemprego, provocado pelo fechamento das fábricas e de atividades auxiliares a elas.

Mas, foi nos municípios menores e mais pobres que a crise cravou mais forte as suas garras. Esses entes federativos dependem quase exclusivamente das transferências obrigatórias da União para sobreviver, pois boa parte deles não possui receitas próprias, além de muitas vezes serem o principal empregador em seus territórios.

Por conhecer todas essas facetas da questão é que sei da extensão da maldade que o atual governo fez com os municípios do Maranhão, ao sequestrar os recursos que conveniei com as prefeituras, justo no período em que a crise se agravava aqui e no exterior. As conseqüências mais danosas estão agora aparecendo, quando as prefeituras estão sem qualquer alternativa financeira, visto que as transferências federais como o Fundo de Participação dos Municípios e o Fundeb estão diminuindo mês a mês.

Nos últimos dias, têm me chegado informações de cortes de gratificações de servidores municipais, de exoneração de cargos comissionados e até mesmo de demissões de funcionários, tal a situação a que foram reduzidas as finanças de prefeituras de todas as regiões do Estado. Outras medidas duras começam a ser consideradas pelos prefeitos, que não têm recursos para pagar os duodécimos das Câmaras Municipais. Chega-se até a falar em fechar as portas das prefeituras, como atos de desespero e desalento.

A atual administração estadual, que vem se comportando como madrasta dos municípios, precisa saber que, ao penalizar as gestões municipais, maltrata, antes de tudo, os servidores das prefeituras, suas famílias, o comércio das cidades, os fornecedores e empreiteiros. Em suma, a população das cidades interioranas, principalmente a daquelas menores e mais pobres.

Neste momento, solidariedade é o novo nome do municipalismo.

sábado, 19 de setembro de 2009

Acompanhe----o----nosso-----CHÊ.

http://tvig.ig.com.br/162311/trailer---che-2---a-guerrilha.htm

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mais uma de Zeros grau.

Incoerência em alto grau
Luiz Pedro*
 
Passei parte de meu dia de ontem conversando com advogados e juristas maranhenses sobre a liminar deferida pelo ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual ficam suspensos todos os processos em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra governadores de Estado.
Para me fazer entender no caso, vou seguir uma sequência cronológica. O ponto inicial da questão é o julgamento de uma questão de ordem no recurso contra expedição de diploma (RCED) n.º 694, procedente de Macapá (AP), apreciada na sessão do TSE de 22 de maio de 2007. Nessa data, pela escassa maioria de quatro a três, o TSE concedeu a si mesmo a competência de processar e julgar em instância originária recursos contra a expedição de diploma derivados de eleições estaduais e federais (aí incluem-se governador e vice-governador).
A decisão da Corte Eleitoral só foi tomada após intenso debate e de sucessivos pedidos de vista, frisando-se, ainda, que dois dos ministros do Supremo, com assento, então, no TSE foram votos vencidos (ministros Marco Aurélio e Cezar Peluso). Aliás, à época a questão só não chegou à apreciação do STF porque o RCED n.º 694 foi extinto sem resolução de mérito. Mas, a partir de então, o TSE se julgou competente para processar e julgar em instância originária os RCEDs contra governador e vice-governador.
No caso específico do Maranhão – julgamento do RCED contra o governador Jackson Lago e seu vice Luiz Carlos Porto –,  de n.º 671, a questão foi levantada desde a primeira manifestação da defesa em 15 de março de 2007, ou seja, antes mesmo de o TSE firmar sua convicção de competência. 
O tema voltou a ser arguído, ainda, quando da  apresentação dos embargos declaratórios, em 31 de março deste ano. Na apreciação desses embargos,  em 16 de abril passado (data da deposição do governador Jackson) o ministro-relator, o mesmo Eros Grau de agora, sustentou naquela oportunidade que a tese da incompetência do TSE era “manifestamente incabível”, que o TSE seria “competente para julgar o presente RCED” e que “a jurisprudência desta Corte está alinhada nesse sentido”.
Com o sentimento do dever cumprido, o ministro Eros Grau afastou-se do TSE logo após o julgamento da RCED que determinou a cassação do governador Jackson Lago e se manteve apenas no Supremo Tribunal Federal.
No entanto, mesmo antes da decisão em relação ao RCED n.º 671, a defesa de Jackson Lago propôs junto ao Supremo uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) em que contestava, uma vez mais, a competência originária do TSE para processar aquele tipo de ação. No STF, a distribuição da ADPF recaiu, uma vez mais, sobre o ministro Eros Grau.
A decisão liminar deferida, anteontem, pelo ministro Eros Grau, portanto, só poderia ser recebida por advogados e juristas como algo “estranho”, “insólito”, “estranhíssimo”, como me disseram ontem as fontes que consultei.
Nos cinco meses que separam a deposição de Jackson da decisão do ministro, apenas três governadores de Estado restaram respondendo originariamente no TSE a RCEDs: Marcelo Deda (PT), de Sergipe; Ivo Cassol (PP), de Rondônia: e... Roseana Sarney (PMDB), do Maranhão. 
Na decisão de anteontem, Eros Grau invoca “relevância da questão” e o “perigo de lesão grave” a direitos para conceder a liminar. Muito longe do “manifestamente incabível” de cinco meses atrás. Mas, o ministro faz questão de explicar em sua decisão: ela gera efeitos “a partir desta data sem qualquer reflexo em relação a procedimentos anteriores que tiveram curso no Tribunal Superior Eleitoral”.
Ou seja: em cinco meses o TSE deixou de ter competência absoluta sobre a matéria e passou a ser absolutamente incompetente. O que vale para quem vai ser julgado, não vale para quem já foi julgado. Isso vigora inclusive para o governador deposto do Tocantins, Marcelo Miranda, afastado do governo há uma semana. Como se vê é questão de gênero, numero e... grau.
O ex-ministro e ex-presidente do TSE Carlos Velloso aponta o caminho a seguir: “o ajuizamento e o afloramento de ações rescisórias por parte daqueles que originariamente perderam o mandato”.
Outro caminho foi sugerido por minhas fontes de ontem e estou perfeitamente de acordo com elas: pedir o impeachment do ministro Eros Grau, hipótese prevista no artigo 41 da Constituição Federal. O processo de impeachment inicia no Senado Federal, órgão incumbido de seu julgamento. Talvez assim, José Sarney possa retribuir os favores que já recebeu do denunciado. Como qualquer cidadão pode propor a denúncia, sugiro que façamos um enorme mutirão de cidadãos maranhenses e ingressemos com o pedido de impeachment do ministro Eros Grau.
 
(*) Luiz Pedro é jornalista, ex-deputado estadual e foi secretário-chefe de gabinete do governador Jackson Lago

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Julião Amim Denuncia mutreta de Eros Grau.

DISCURSO PRONUNCIADO PELO DEPUTADO JULIÃO AMIN (PDT-MA) NA CÂMARA FEDERAL EM 16/09/2009

Senhor presidente, senhores e senhoras parlamentares

Daqui mesmo desta tribuna venho denunciando há meses o processo que foi armado para cassar a soberana decisão do povo maranhense.

O que mais chamou a atenção naquele processo foi a velocidade com que ele correu. Aquilo que a lei não nega nem mesmo a um batedor de carteira, ou seja, o direito sagrado ao duplo grau de jurisdição, negou-se a um homem digno como o Dr. Jackson Lago.

O Governador do Maranhão, eleito após uma luta tenaz e desigual de quarenta anos, enfrentando todas as forças do atraso político, foi afastado do cargo pela simples presença em um ato público, muito antes de ser candidato.

Bem disse o jornalista José Arbex, na revista Caros Amigos, que o que aconteceu foi um “puro e simples golpe. Golpe vagabundo, de republiqueta de banana. Golpe de jagunço, de gente baixa e mesquinha, de pigmeu moral.”

Mas o que não sabíamos é que o segundo ato dessa opereta iria acontecer meses depois, exatamente nesta segunda-feira, quando o ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, deferiu medida liminar na ADPF nº 167, que tramitava desde o dia 2 de março de 2009, admitindo que compete aos TREs o julgamento dos governadores de estado. Com isso o ministro sustou os processos de cassação contra os governadores Marcelo Deda e Roseana Sarney.

O incrível, senhores parlamentares, é que o mesmo ministro Eros Grau havia indeferido o pedido de liminar do governador Jackson Lago, cinco meses atrás, que trazia os mesmos argumentos que o ministro agora defende. Mas na ocasião o Ministro Eros Grau sustentou que esta e outras teses eram “manifestamente incabíveis”, decidindo que “o Tribunal Superior Eleitoral é competente para julgar o presente recurso e que “a jurisprudência pacífica desta Corte está alinhada nesse sentido”.

Vejam bem. Passados cinco meses a mesma tese que serviu para sustentar a condenação do governador do Maranhão, agora é interpretada de maneira oposta, para sustentar a absolvição da governadora espúria, que o povo não escolheu.

E disse mais o ministro na sua peroração: afirmou ser “manifestamente incabível” que os que forem cassados possam ficar “sem qualquer possibilidade de reparação pelo tempo que deixarem de exercer mandatos outorgados pela soberania do voto popular”.

Como aceitar que o TSE tinha competência para cassar o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT-MA), e esse mesmo TSE agora não pode cassar Roseana Sarney (PMDB-MA) em processo regente nas mesmas eleições?

Será que tem um ministro Eros Grau no TSE e outro ministro Eros Grau no STF? Ou serão esses os dois graus de jurisdição? O Grau do TSE e o Grau do STF?

O povo do Maranhão merece respeito e merece, acima de tudo, saber se o seu voto tem valor. Será possível que todas as instituições se curvem à vontade despótica de uma família oligárquica?

Agora mesmo, pasmem, o jornal O Estado de São Paulo continua sob censura, impedido de divulgar informações sobre uma investigação da Polícia Federal que atingiu o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.

A decisão foi tomada por um desembargador amigo de Sarney, que não teve a decência de se considerar impedido para julgar. A medida atinge o coração do princípio democrático, criando obstáculos a um órgão de imprensa que obteve as informações de fonte confiável.

Ora, ao invés de punir quem vazou a informação, pune-se quem teve o mérito jornalístico de divulgá-la, contrariando a Constituição de 1988 que garante amplo direito à liberdade de imprensa.

Bem alertou o presidente da Associação dos Magistrado Brasileiros, ministro Mozart Valadares, de que “numa democracia consolidada não podemos admitir censura ou limitação à liberdade de expressão”. Também o promotor de Justiça José Carlos Cosenzo, presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, bradou que “este caso é absurdo. Em plena vigência do Estado democrático, vetar o direito da sociedade de saber o que está acontecendo é inadmissível.”

Esses são os fatos que inquietam o povo do Maranhão. Há um ano o governador Jackson Lago já alertava a nação para o fato do Maranhão estar se tornando uma galápagos política. Uma ilha onde não valem as regras da democracia. Não vale o princípio da alternância de poder, não vale o debate da opinião pública, não vale a sagrada isenção do judiciário.

Estamos vendo agora o Maranhão dar lições para todo o Brasil. Censuram um dos maiores jornais do país. Antecipam decisões judiciais das mais altas cortes. Processam jornalistas, desmoralizam a palavra ética, numa comissão de faz-de-conta.

Esse filme, que passa todos os dias no Maranhão, nunca pensei assisti-lo no cenário nacional.

domingo, 13 de setembro de 2009

Homens de verdade se conhece é no enfrentamento do dia a dia. PARABÉNS ADERSON LAGO.

Vivendo e lutando contra Sarney

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ADERSON LAGO*


Como pode um poeta sem rima, um escritor medíocre, um cronista sem brilho, se tornar um imortal? Simples: ao morrer, José Sarney teria que ir para o Céu ou para o Inferno. No Céu, por tudo que é e pelo que representa, tem sua entrada proibida. No Inferno, o Diabo não aceita concorrência desleal. A solução foi colocá-lo na Academia Brasileira de Letras. Como imortal, Deus e o Diabo estarão livres dele. Pior para nós, pobres mortais, que aqui ficamos à mercê de suas mazelas, seus crimes, suas mentiras, e suas armações, ilimitadas e inescrupulosas.

Ao longo do tempo acompanhei e enfrentei, dentro do possível, todo o repertório de ilicitudes, falcatruas, crimes contra a honra, fraudes eleitorais, peculatos e infrações penais cometidos por Sarney e sua trupe. Fui a pedra no sapato, a espinha na garganta da oligarquia e por isso tenho sido nos últimos tempos o alvo predileto, a vítima constante, dos ataques e agressões perpetrados pela gangue Sarney. A eles não importa o quão estapafúrdia, mentirosa e inverossímil seja a pseudodenúncia, pois não há nenhum compromisso com a verdade. O importante é enlamear, com a mesma lama em que chafurdam, a honra e a dignidade daqueles que lhes fazem oposição. Imputar aos adversários os mesmos crimes dos quais são acusados com fartas e irrefutáveis provas. Fazer parecer aos mais desavisados que, assim como eles, todos que lhes fazem oposição também são corruptos e bandidos. Para a consecução desses objetivos utilizam-se do Sistema Mirante de Comunicação. O uso político desse poderoso ferramental de mídia, confessado pelo próprio Sarney em entrevista à revista CartaCapital, agora foi reforçado com a criação de uma Gestapo tupiniquim, a Polícia Política de sua filha Roseana. Tudo como na ditadura, da qual José Sarney foi filhote e expoente.

Primeiramente, foi a hilária acusação de desvio de colchões, montada pelo serviçal-mor, delegado Raimundo Cutrim. Em seguida, o fantasioso recebimento de 5 milhões de reais para ser candidato a governador em 2006. Aliás, nessa, o farsante José Sarney foi flagrado pela escuta telefônica da Polícia Federal (Operação Boi Barrica) cobrando do filho Fernando (indiciado por formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro e outros) a divulgação na TV Mirante da patranha por ele engendrada. Agora, o inescrupuloso e “incomum” José Sarney superou todas as expectativas. A última “montagem” contra mim mistura passagens aéreas, contas telefônicas, serviços não executados, desaparecimento de talheres, cafeteiras de aço, computadores e, pasmem, uma “escultura de São José com o Menino Jesus com detalhes em ouro, do século XVIII”. Aqui, definitivamente, o desmoralizado e desmemoriado presidente do Senado cometeu um ato falho e imprimiu as suas digitais. Notório colecionador de imagens sacras “desaparecidas”, para não dizer furtadas, de igrejas no interior do estado, Sarney incorporou ao seu patrimônio o Convento das Mercês, talvez porque acredite ser o local apropriado para abrigar os “santos” da sua devoção. Esse é o Sarney que tenta fazer de mim o marginal contumaz que é. Marginal sim, pois é marginal quem, como ele, costumeiramente age à margem da lei.

Se alguém deve explicações à Justiça certamente não sou eu. Tenho a consciência tranqüila de que não pratiquei nenhum ato indigno. Sarney sim tem muito o que explicar. Tem que deixar bem claro:

· como os umbrais do cemitério de Alcântara vieram adornar a entrada de sua mansão no Calhau

· como e onde conseguiu montar sua grande coleção de imagens sacras dos séculos XVII e XVIII

· como adquiriu o antigo “Jornal do Dia” (hoje “O Estado do Maranhão”) quando exercia o cargo de governador do Estado

· como conseguiu construir sua mansão do Calhau, sem despertar suspeitas, com a mesma empreiteira que construía na ocasião o Hospital do Ipem

· como comprou a Fazenda Maguari e “grilou” uma área contígua que triplicou a propriedade

· como sacou 2 milhões de reais do Banco Santos, de seu amigo Edemar Cid Ferreira, usando informação privilegiada na véspera de sua intervenção

· como fazia os famosos sorteios dirigidos de “relatores” quando foi diretor de Secretaria do Tribunal de Justiça

· como montou o seu império de comunicação (rádios e televisões), se o custo dos equipamentos é proibitivo para quem sempre viveu de salários como ele

· qual o critério usado para fazer jus às concessões dessas rádios e televisões se os beneficiários eram ele (então presidente da República ) e sua família

· por fim, e apenas para não nos alongarmos, como se tornou a maior fortuna do Maranhão sem herdar, sem ter sido empresário, sem acertar na Mega Sena acumulada, ou mesmo no jogo do bicho.

Agora, não vale mais dizer: “eu não sabia”, “não me sinto culpado” e “é uma campanha midiática contra mim”.

Tudo o que foi dito e que ainda possa se dizer sobre José Sarney ainda será insuficiente para traçar o perfil desse homem rancoroso, odiento, calculista, frio, obcecado pelo poder e que tenta sempre se apresentar como estadista, tolerante, afável e incapaz de ter ódio no coração. Que o diga o senador Epitácio Cafeteira, que em 1994 foi denunciado por Sarney como seqüestrador, assassino e ocultador do cadáver de Reis Pacheco. Vitorino Freire, de quem foi cria, dizia dele: “O Sarney furta até cinzeiro de avião”.

Sei do que Sarney e sua gente são capazes para exercerem sua vingança. Não haverá o menor escrúpulo na utilização de quaisquer métodos, por mais espúrios que sejam, para atingirem os seus objetivos. A meta é tornar-me inelegível. É inviabilizar a minha volta à tribuna da Assembléia. É calar a voz que muito os incomodou ao longo dos quatro mandatos que exerci. É assassinar-me politicamente. A luta, tenho consciência, será desigual, mas vou enfrentá-la com a mesma dignidade, com o mesmo desprendimento, com a mesma coragem com que exerci os sucessivos mandatos que o povo me conferiu. Que Deus me proteja, os amigos me ajudem e o povo me apóie.

(*) Ex-deputado estadual pelo PSDB


sábado, 12 de setembro de 2009

Fique ligado em seu estado




ATENÇÃO !!!

MINEIROS,
SERGIPANOS,
AMAPAENSES,
AMAZONENESES,
CEARENSES,
BRASILIENSES,
PAULISTAS,
MATOGROSSENSES DO SUL e
CATARINENSES


Vejam bem o que voces fizeram!
Não façam de novo !!



---

Conselho de Ética arquiva todas as 11 ações contra Sarney.

DEVEMOS conhecer os responsáveis por coroar a mediocridade nacional.

São eles:

1) Wellington Salgado (PMDB-MG)

2) Almeida Lima (PMDB-SE)

3) Gilvam Borges (PMDB-AP)

4) João Pedro (PT-AM)

5) Inácio Arruda (PC do B-CE)

6) Gim Argelllo (PTB-DF)

7) Romeu Tuma (PTB-SP)

8) Delcídio Amaral (PT-MS)


e como não poderia faltar, a nobre, séria e calorosa senadora
9) Ideli Salvatti (PT-SC)


CASO DESEJE REPASSE, CASO NÃO DESEJE NÃO REPASSE, MAS PELO AMOR DE DEUS NÃO VOTE NELES!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Artigo de Haroldo Sabóia, uma avaliação com pé no chão.

CAMINHOS DAS OPOSIÇÕES EM 2010

Haroldo Saboia

Os debates em torno das diferentes táticas das oposições estão cada vez mais acirrados com a proximidade do quatro de outubro, prazo final de filiação partidária para as eleições de 2010.
Duas questões estão no centro de todas as elaborações teóricas e dividem diferentes campos oposicionistas. Lançar vários nomes ou apresentar uma única candidatura ao governo do Estado? Em outras palavras, buscar derrotar a Oligarquia logo no primeiro turno ou, com vários candidatos, levar as eleições pra o segundo turno? E o Senado, para o qual duas vagas serão preenchidas em um único turno eleitoral, o que e como fazer?
Como vemos são opções difíceis, que exigem das lideranças oposicionistas maturidade e coragem políticas. Antes de tudo, trata-se de, sem delongas, buscar o natural.
Após o golpe pela via judicial que afastou o governador eleito e deu posse à candidata derrotada, qual é o caminho a ser seguido? Entre os mais variados nomes colocados, quais aqueles que despontam naturalmente?
A resposta é simples. Para o governo do Estado é o daquele que, eleito pela vontade popular, teve seu mandato cassado: Jackson Lago.
E para o Senado, embora sejam duas vagas, é inegável, penso, que as oposições dispõem de um único nome natural, o de José Reinaldo Tavares. Enquanto governador, José Reinaldo rompeu com a Oligarquia Sarney, aceitou permanecer no cargo até o último dia de mandato, gesto decisivo pra a vitória da Frente de Libertação do Maranhão. Ninguém duvida que, fosse outro o seu comportamento, se tivesse aceitado os múltiplos acenos dos oligarcas, estaria hoje confortavelmente no Senado da República.
Jackson, candidato ao Governo, e José Reinaldo, ao Senado, juntos, poderiam com tranquilidade compor o restante da chapa considerando a pluralidade ideológica da sociedade, os movimentos sociais, os diversos partidos políticos e o peso das diferentes regiões do Estado.
Nada mais simples! Nada mais simples se não fosse o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade...
“No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra.”
E que pedra é essa, que obstáculo é esse que ameaça paralisar a marcha das oposições maranhenses, com sérios reflexos no avançar das lutas populares por melhores condições de vida, igualdade de oportunidades, justiça social, por dignidade, enfim?
O problema é que José Reinaldo e Jackson Lago (como que alheios aos rumores dos setores sociais mais antenados às questões políticas) ainda não chegaram a um acordo em torno da tática a adotar: candidatura única ao governo, ou dois ou três nomes, no primeiro turno.
Para efeito de análise, imaginemos os cenários com uma e outra tática.
No primeiro, o partido de Jackson (lançado ao Governo) deverá estar coligado com o partido de José Reinaldo (apresentado para Senador) e, ainda, com as legendas do candidato a vice e do candidato a segunda vaga ao Senado. Teríamos, nesta hipótese, uma grande frente política liderada por Jackson e José Reinaldo, nomes naturais ao Governo e à primeira vaga ao Senado.
O segundo cenário contempla a hipótese em que teríamos dois ou três candidatos ao governo. O primeiro deles evidentemente seria o de Jackson Lago, governador eleito em 2006 e que teve seu mandato usurpado pela força e pela truculência de uma trapaça montada pela Oligarquia Sarney. O segundo e o terceiro nomes (em caso de três candidatos) seriam lançados por outros partidos da frente de oposições.
Até aí tudo bem. A pedra vai surgir no caminho no momento em que José Reinaldo, (mais forte e único nome natural ao Senado,) tiver que optar pela primeira, pela segunda ou pela terceira candidatura a governador.
À medida que José Reinaldo (nome natural ao Senado) optar por uma coligação que não seja com o candidato natural ao governo ele estará, inevitavelmente, enfraquecendo Jackson.
Jackson, por seu turno, estará desobrigado em relação à candidatura de José Reinaldo. Este cenário, salta aos olhos, é desastroso para as oposições maranhenses. É um cenário suicida.
Não creio que José Reinaldo e Jackson não percebam que estão condenados à unidade, à união, pois do contrário serão eles que estarão condenando as oposições a novas derrotas e o Maranhão a outros tantos anos de atraso e desolação. E é tudo que deseja a Oligarquia Sarney: a divisão das oposições e o enfraquecimento dos movimentos sociais em nosso Estado.
Afastadas de seu caminho as pedras das divisões, das intrigas, das ambições e das espertezas, as oposições maranhenses serão capazes de remover montanhas, enterrar os entulhos oligárquicos e descortinar o futuro!

*Haroldo Saboia, economista, advogado, Constituinte de 1988, escreve para o Jornal Pequeno todas as sextas-feiras. E-mail: haroldosaboia@hotmail.com

domingo, 30 de agosto de 2009

Ele é o grande Malandro do Brasil.


Assunto: malandragem


Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês.

O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse:

- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.

- Então devolva-nos o dinheiro!

- Não posso, já gastei todo.

- Então, de qualquer forma, queremos o burro.

- E para que o querem? O que vão fazer com ele?

- Nós vamos rifá-lo.

- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?

- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.

Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e lhes perguntou:

- E então, o que aconteceu com o burro?

- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais.

- E ninguém se queixou?
- Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido.

Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Opportunity, um outro Banco chamado Marka, uma igreja chamada Universal e o último tornou-se Ministro do Supremo Tribunal Federal.

O quinto irmão, o mais velho, que vivia no Maranhão e não estava na rifa, soube da história e, também, resolveu ganhar dinheiro. Dedicou-se à política, foi presidente da República, é presidente do Senado e até hoje enrola a população tratando-os como ganhadores do burro morto.

Caso todos reclamem, pode até entregar o cargo, mas nunca devolverá o todo que lesou do povo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sim, ela quer ser quem ? já entendi quer ser ROSENGANA.

É impressionante observar como a governadora Roseana Sarney tenta ficar fora da mídia no que se refere às denúncias sobre seu pai. E olhem que várias delas a envolveram…
Nenhuma palavra, nenhuma tentativa de defesa. Nada. Logo ela, que está metida em atos secretos até o pescoço, nomeando parentes e amigos (como sua marqueteira que virou diretora). Isso sem contar, naturalmente, o faz-tudo “Secreta”, que recebe um salário de R$ 12 mil do Senado para, entre outras coisas, levar a turma de carteado de Roseana para jogar em Brasília, pagando as passagens com verbas daquela instituição e abrigando-os na própria Residência Oficial da Presidência. Resumindo: participou de tudo, sendo citada várias vezes, incluindo o fato de ter sido beneficiária de recursos “por fora” em sua campanha, depositados pelo seu irmão Fernando, o que acabou vindo à tona por meio da Operação Boi Barrica da Polícia Federal.
Com tudo isso, querem mesmo saber o porquê dela não defender o pai e muito menos o irmão enrolado? Ora, é fácil. Roseana quer passar a impressão de que não pertence à oligarquia; que é filha de Sarney, mas não está enrolada. Que é diferente…
Tudo tática de marqueteiro para não aumentar a rejeição. Ela reza para que a esqueçam. Pensa que assim escapará da rejeição que sufoca Sarney. Esse sistema de mídia montado para dar suporte político ao grupo e destruir a reputação dos adversários a faz imaginar que sairá apenas chamuscada com as coisas que são descobertas da família. Acorda, Roseana! Como separar?
Enquanto isso, o governo biônico que comanda é confuso e sem rumo. Principalmente por sua incompetência e omissão, deixando os secretários soltos, cada um brigando pelo seu naco de poder. Como não há liderança, a brigalhada é inevitável. Não se respeitam e começam a se engalfinhar pela imprensa, já que não existe coordenação.
Na Secretaria de Saúde, por exemplo, a confusão impera. No Consems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde), por exemplo, ele cometeu uma enorme irresponsabilidade, pois os conselheiros recém-nomeados tiveram que engolir uma mudança nos critérios de distribuição das verbas do SUS que contraria todas as normas e a lógica do sistema. Essas verbas devem indenizar despesas de saúde nos municípios e, logicamente, os municípios pólos, que conseguem ter uma resolutividade maior e prestar serviços mais amplos naturalmente recebem mais pelos serviços efetivamente prestados.
Na mudança efetuada, instalou-se o samba do crioulo doido (como dizia Stanislaw Ponte Preta, saudoso cronista do jornal “Última Hora”) na saúde do Maranhão. Agora, a municípios que não possuem hospital ou condições de atender doentes reservam-se vultuosos recursos do SUS, retirados dos grandes municípios, que, por acaso, dada a sua população e melhor nível socioeconômico, geralmente são de oposição à família oligárquica.
Assim, o esperto secretario não terá o que pagar, e o dinheiro vai servir apenas para fazer política, pois sua aplicação se dará fora de qualquer critério, a não ser o que preconiza a aquisição de adesões políticas. Mais uma vez quem perde é a população mais necessitada, que sofrerá redução de atendimento.
Exemplo claro dessa manobra: A interrupção dos repasses (cerca de R$ 300 mil mensais) para a excelente UTI neo-natal de Caxias; a paralisação do hospital de Barreirinhas (para onde foram interrompidos os repasses, desde que Ricardo Murad assumiu a Secretaria de Saúde) e a inviabilização do atendimento de saúde em Tuntum, bloqueando verba para o funcionamento de novos hospitais. Enquanto isso, anuncia construção de alguns prédios – que chama de hospitais – sem previsão de médicos, equipamentos, etc.
O governo biônico já acabou com o ‘Saúde na Escola’, um dos melhores e mais importantes programas de governo que o Maranhão já teve. Por meio dele, criamos uma estrutura para atender as crianças das escolas públicas do estado, que antes não tinham como cuidar de cáries dentárias, além de noções gerais de saúde pessoal. Esse programa, que virou referência e era elogiado por todos, também atendia as crianças da família do estudante das escolas públicas. A liderança do programa era dada por Ceres Fernandes, que, comandando um grupo de grande competência e determinação, implantou o programa em mais de 100 escolas públicas. Visitei e inaugurei todas elas.
Não bastasse isso, em sua “volta ao trabalho” às avessas, esse governo acabou também com o “Mutirão da Cidadania”, outro programa de referência que, na capital e no interior do Maranhão, atendeu milhares de pessoas carentes e necessitadas em variados tipos de atendimento de saúde e de serviços básicos de cidadania, como a distribuição gratuita de milhares de óculos sob receita, ministrados por grandes profissionais da medicina, além de operações de catarata e outras. Era emocionante ver pessoas de mais de 60 anos finalmente usando óculos pela primeira vez na vida, assim como crianças que podiam corrigir outros problemas de visão e demais situações da saúde do corpo.
Não bastasse isso, este governo atual cortou todos os recursos para saneamento. Quem ainda não tem água, não terá agora. Lamentável. Lembro-me de que em 2002, somente 35% da população tinha serviço de água e, quando saí do governo, em 2006, o atendimento já cobria 55% da população, por meio de programas como o de instalação de banheiros e fossas sépticas, totalmente executados com recursos próprios do governo do estado.
Por fim, acabaram também com o Prodim, o Programa de Combate à Pobreza, assim como acabaram com os empréstimos para a agricultura familiar, que chegaram a R$ 380 milhões em 2006, e que hoje são apenas uma lembrança.
Esse elenco de bons programas que o governo biônico de Roseana Sarney interrompeu tirou da exclusão social mais de 600 mil pessoas, segundo o IBGE.
Agora, preferem inaugurar prédios de fachada. Preferem massacrar a população de baixa renda, contribuindo assim para, uma vez mais, atrasar o desenvolvimento do estado.
Outro dia, em uma reunião da ANJ (Associação Nacional de Jornais), o seu presidente disse que era inconcebível misturar propriedade de meios de comunicação com política e religião. Nessa mesma reunião, condenatória da censura imposta por Sarney ao jornal O Estado de São Paulo, Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, disse que “A Globo é grande porque é ética; não é ética porque é grande”. Grande frase. Mas surge então uma dúvida: por que então, no Maranhão, a Globo se associa com a pior oligarquia brasileira, chefiada por um homem hoje execrado pela opinião pública e que se tornou símbolo de tudo que é anti-ético na política brasileira? É incoerente.
E Sarney virou mitômano. Não diz nada sem mentir!

Ex-governador José Reinaldo Tavares, Jornal Pequeno

Cartão Vermelho para o atraso.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ARTIGO DE EDUARDO TELLES: Nascem as Folhas, Crescem as Esperanças.

Nascem as folhas, crescem as ESPERANÇAS.

EDUARDO TELLES*

Tive uma conversa com minha “Tia Helena” um dia desses e ela me perguntava como estavam as coisas por aqui, disse a ela que mudou muito, mas muitos não mudaram. Ela me perguntava, e aí como está aquela mangueira lá no sítio, e lhe dizia começou a dar folhas, e as esperanças, como estão? Ah, as esperanças...

Tia Helena, muitos mudaram. Tem deputado calado, aliás, tem vários deputados calados, tem deputado que deixa louco aquele do bigode, tem deputado que lá em Brasília mostra as nossas mazelas que querem calar... FALA, DEPUTADO DUTRA... o Camaleão está fazendo um grande sucesso, a senhora viu daí ? É, estão até tentando lhe calar, FALA, DEPUTADO... agora, tia, tem uns que se dizem VERMELHOS e que hoje eles não comem mais criançinhas, que não dão uma palavra contra o Coronel de Bigode do Curupu, a Senhora acha que ele está querendo a sombra do seu bigode ano que vem ?

Tem muitos que falam e que ninguém cala. Tia, tem um deputado novo aqui, um desses gaiatos, tipo seus sobrinhos, que mesmo ameaçado de expulsão mantém firme suas posições, lembra dos seus sobrinhos, Cada um mais atirado que o outro? É, ele é novo e acho que é árvore de bons frutos, será uma Parreira (ou um Pereira) e olha!!! É, eu sei que estás olhando daí!!! Tem um já bem carcomido como aquele pé de manga espada, lá do fundo do sítio que mais parece um guerreiro quando sobe naquela tribuna, na defesa da moral, da verdade e da justiça. Ele, Edvaldo, é uma Holanda e fica roxo na defesa do povo maranhense e daquele nosso governo popular. Agora, Tia Helena, a Senhora lembra antes da sua partida, como tinha deputado defendendo nosso amigo, o Dr.? Pois é, todos escondidos com medo, na moita da vice... é, a justiça tarda, mas não vai falhar e tem deputado no Maranhão que é uma “Graça” só pensa em sua eleição e esquece de defender o seu partido, que tristeza.

Mas tem gente aqui, Tia Helena, que continua firme e não se dobrou, olha, surgiu uma turma de blogueiros, a Senhora não sabe o que é isso? É uma garotada nova e bem intencionada como aqueles seus sobrinhos, só menino engajado politicamente, que escreve na internet sobre tudo que acontece no Maranhão e no Brasil, tem um Felipe klant, um Jonh Cutrim, aquele menino mais experiente que lhe falei um dia quando a gente lá no sítio, o Garrone, muito bom e muito bem informado assim como o Eri Castro. Ei, Tia, quase 800.000 visitas no blog é uma revelação, o Ricardo Santos, este de forte conteúdo popular, o Franklin Douglas o eco das lutas, se a Senhora quiser ler umas poesias tem lá toda quinta com forte conteúdo cubano, uma beleza. Sabe aquele menino, o Robert Lobato, também muito bom, experiente e bem informado, mas toda notícia boa sempre tem uma notícia ruim junto. Mas como para saber se a fruta é boa é preciso dar tempo para que ela amadureça, pelo menos é assim que a senhora me ensinou. Lembra aquele pé de LIMA, lá no seu quintal, que no começo era todo vistoso, pois é, o Boneco de Olinda secou ele, agora ele tá murchinho, murchinho, e acho que é difícil dar fruto de novo e ia me esquecendo de lhe contar, a nossa CAPITAL tá um sucesso. É, perdemos a nossa SÃO LUÍS e ganhamos uma CAPITAL bem mais forte, e com um time de primeira. A Senhora lembra que apanhávamos de manhã, de tarde, de noite, no amanhecer do dia, mas agora, Tia, é a partir das sete com programa de noticias os jornalistas Humberto Fernandes e Ivison Lima, depois vem nosso amigo Frank Matos e Helena Leite com sintonia direto nas comunidades e com um trabalho de forte penetração popular, tem o programa da juventude na tarde, o Djalma Rodrigues e a Rose Castro no Final da tarde, e depois da voz do Brasil tem o Cesar Belo arrancando os cabelos da concorrente no mesmo horário.

Tia é muito bom conversar com a Senhora, toda vez que sinto tristeza leio aquela carta do seu neto Davi, e penso muito na senhora, aqui tem muita gente que fugiu da luta, gente que era de esquerda e agora aderiu à direita, gente que defendia o povo e agora não defende mais, a senhora me dizia que muitos secretários do nosso Dr. não eram confiáveis, pois é, a Senhora tinha razão, muitos não tiveram a coragem de defender o voto que a Senhora deu para mudar o Maranhão.

Mas, Tia, nossa conversa tá muito boa, porém, quero lhe dizer algo, eu continuo o mesmo, sempre muito ativo e com muita saudade, e a Senhora sabe que eu nunca perdi a esperança, pois sei que a árvore sempre tem a época de mudar, mas estou mais revigorado ainda para continuar lutando por um mundo melhor como sempre a senhora sonhou, a sua BENÇÃO, te amo muito.

EDUARDO TELLES

*Professor de Educação Física

telleseduardo@ig.com.br

blogeduardotelles.blogspot.com.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O SARNEY É A CHACOTA NACIONAL E O SUCESSO DOS NOSSOS CARTUNISTAS E HUMORISTAS.


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O Coronel e suas malandragens.

Empreiteira pagou dois imóveis para família Sarney em SP

Negociação de apartamentos em área nobre foi feita por empresa de amigo dos filhos do senador

Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo

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Paulo Liebert/AE

Apartamento fica na Alameda Franca, nos Jardins

BRASÍLIA - Há três décadas, a família Sarney tem como endereço em São Paulo o edifício Solar de Vila América, situado na Alameda Franca, nos Jardins. Até 2006, era um apartamento apenas. Hoje, além do apartamento número 82, comprado em 1979, a família tem a sua disposição outras duas unidades.Os apartamentos 22 e 32 foram comprados há três anos. São usados pelos Sarney, mas estão registrados em nome de uma empreiteira, que cuidou da negociação e pagou os imóveis.

Veja também:

linkFamília de senador e empresário não se manifestam sobre transação

A empreiteira é a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda, cujo dono é o empresário Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). De acordo com os registros da empresa na Receita Federal, a Aracati - cuja razão social foi formalmente alterada para Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria - tem hoje como principal nicho de negócio o setor elétrico, área do governo federal em que Sarney exerce influência. Há dois anos, a empresa começou a atuar em projetos de construção de usinas termoelétricas.

Num dos apartamentos, o 22, mora um neto do presidente do Senado, Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O outro apartamento, o 32, costuma abrigar assessores e convidados dos Sarney, mas também hospeda a família. Em junho passado, por exemplo, foi utilizado pelo próprio senador , em viagem a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção um aneurisma cerebral.

No Aeroporto

Por um mês, o Estado mapeou a história da aquisição dos dois apartamentos. Em Porto Alegre, a reportagem localizou o economista Felipe Jacques Gauer, de 46 anos. Ele conta que, assim que decidiu vender o apartamento 22, após mudar de São Paulo para a capital gaúcha, foi contatado por um neto de Sarney. Segundo Gauer, foi José Adriano, filho mais velho do deputado Zequinha, quem o procurou, por telefone. Estava interessado em comprar o imóvel.

"Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", disse Gauer ao Estado. Tudo aconteceu conforme o neto de Sarney combinou. Dias depois, Gauer foi procurado por Maria Rosane Frota Cabral, irmã e sócia de Rogério Frota na Aracati. "Percebi que, por alguma razão, não queriam que o sobrenome Sarney aparecesse na história", diz o economista.

Maria Rosane acertou de encontrar Felipe Gauer pessoalmente para fechar a compra. Em 20 de fevereiro de 2006, os dois viajaram para São Paulo. Ela saiu de Brasília, onde mora, e ele, de Porto Alegre. A pedido de Rosane, se encontraram no Aeroporto de Congonhas. O negócio foi sacramentado no saguão: a sócia da Aracati levara ao aeroporto um escrevente do cartório de Sorocaba, interior paulista, e a escritura, que já estava pronta, foi assinada ali mesmo.

"Ela (Rosane) ligou para o banco e mandou fazer a transferência do pagamento. Telefonei para a minha gerente e, assim que recebi a confirmação de que o dinheiro tinha caído em minha conta, assinei a escritura", conta Gauer. Indagado se não estranhou a maneira atípica como se deu a transação, o economista respondeu: "Eu achei estranho, mas estava precisando vender o apartamento".

Fechado o negócio, o próprio José Adriano, que aparecera no noticiário recente como dono de uma empresa que intermediava crédito consignado no Senado, passou a morar no apartamento. À época, José Adriano trabalhava em São Paulo. Depois que ele se mudou para Brasília, o apartamento ficou por conta do irmão, Gabriel. Um apartamento no prédio vale, hoje, cerca de R$ 300 mil.

Zelador

A história da compra do outro apartamento, o de número 32, é semelhante. Deu-se dez meses depois, em dezembro de 2006. A venda foi feita pelo empresário Sidney Wajsbrot, 43 anos, dono de uma fábrica de plásticos em Guarulhos, e pela mulher dele, a psicóloga Liza Heilman.

Ao Estado, Wajsbrot contou que, antes mesmo de pôr o apartamento publicamente à venda, foi procurado pelo zelador do prédio. "Ele me disse que o senador Sarney estava procurando um apartamento, que ele já tinha dois apartamentos no prédio e queria um terceiro, para um assessor dele", afirmou o empresário.

A partir do contato do zelador, o próprio Rogério Frota apareceu para tratar do negócio. Primeiro, fez uma visita para conhecer o apartamento.

Na hora de fechar a compra, a exemplo do que ocorrera na aquisição do apartamento 22, foi a irmã de Rogério Frota, Rosane, quem viajou de Brasília para São Paulo a fim de resolver. Novamente, estava acompanhada de um funcionário do cartório de notas de Sorocaba.Ela veio com o rapaz do cartório, trouxe um cheque nominal, da empresa, e assinamos a escritura", diz Wajsbrot. "Legalmente, o nome dele (Sarney) não aparece."

O Estado falou nas últimas semanas com moradores e funcionários do condomínio Solar de Vila América. Eles acham que a família Sarney é proprietária de três apartamentos no prédio: o 82, desde 1979 em nome de Fernando Sarney, e os dois comprados e registrados em 2006 pela empreiteira de Rogério Frota.

No porta-malas

Em 19 de julho do ano passado, agentes da Polícia Federal chegaram a montar vigilância na porta do prédio, em meio a investigações de empresas da família Sarney. Eles souberam que um funcionário dos Sarney saíra de Brasília rumo a São Paulo com uma mala e receberam ordem de interceptá-la.

Ao perceber a presença de agentes federais na frente do prédio, o zelador passou a informar Fernando Sarney. Depois, ajudou o portador da mala a deixar o edifício, escondido no porta-malas de um carro dos Sarney.Mês passado, o zelador acabou demitido.

Não é a única polêmica a envolver os Sarney no prédio. Moradores ouvidos pelo Estado contam que o apartamento número 22 é comumente utilizado para receber "gente de Brasília" e, nessas ocasiões, costumam ocorrer festas.

Entre os funcionários do prédio, é conhecido o esforço para evitar que os apartamentos sejam relacionados aos Sarney e ao próprio Rogério Frota. Até dias atrás, a conta de TV a cabo de um dos apartamentos estava em nome do ex-zelador.


domingo, 16 de agosto de 2009

PALAVRA DO NOSSO GOVERNADOR: JACKSON LAGO

Palavra de Jackson

Municipalização

Posso dizer, sem medo de errar, que três pilares fundamentais de meu governo foram a municipalização, a descentralização e a participação popular. Estes três pilares se interpenetram e se complementam, formando, em conjunto, uma teoria geral municipalista. A teoria foi fruto de estudo e de reflexão, mas foi fortalecida por minha própria experiência como prefeito de São Luís, cidade que administrei por três vezes.

A Constituição Federal de 1988, hoje em vigência, abriu caminho para que áreas como a Saúde e a Educação fossem municipalizadas. E o sucesso dessas experiências mostrou que este caminho deve ser perseguido também em outras. Assim, mais recentemente, a municipalização da Assistência Social e da Cultura vem sendo estimulada, no nível nacional.

No Maranhão, em meu período de governo interrompido por um golpe judicial, comecei a estender o municipalismo também para áreas como a Agricultura (mais amplamente para todo o setor primário e agro-industrial) e a Segurança Cidadã.

Vejamos o caso da Agricultura. O primeiro passo de meu governo foi o de criar estruturas administrativo-legais, que permitissem levar o municipalismo para outras áreas, facilitando também o aprofundamento das experiências já em curso. Dessa reflexão nasceu a Lei Complementar n.º 108, de 21.11.07, que iniciou o processo de implantação de 32 regiões de planificação.

A Lei Complementar n.º 108 estabelecia uma estratégia de criação de redes de interesse entre os municípios, centrada na promoção do desenvolvimento integrado e sustentável, na busca de um diálogo que promovesse governanças inovadoras e na facilitação da mobilização popular.

Com essa infraestrutura jurídico-legal, avançaríamos na municipalização da agricultura. Que passos nesse sentido, começamos a dar? Iniciamos pela reestruturação das Casas Familiares Rurais já existentes. Essas instituições, inspiradas em experiência criada na França, utilizam a pedagogia da alternância, que faz acontecer o processo de ensino-aprendizado em espaços diferenciados, de forma alternada.

Trazido de seu contexto familiar e de sua comunidade original para a escola, o aluno partilha os saberes que possui com os demais educandos e com os professores, refletindo sobre esses saberes em bases científicas. Em seguida, retorna à família e à comunidade, onde aplica os novos saberes adquiridos, voltando novamente à escola para novas reflexões e aprendizados.

Pois bem. Reestruturamos e ampliamos as Casas Familiares Rurais existentes, estávamos iniciando a implantação de outras em municípios com o mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado e já planejávamos as Casas Familiares do Mar, para aquelas regiões vocacionadas para a pesca e/ou a coleta de frutos do mar, o que contemplaria as centenas de milhares de famílias que dependem da pesca e da captura de animais aquáticos.

Todo esse processo teria como atores principais os municípios, com o estabelecimento de convênios com as prefeituras para equipar secretarias de agricultura e órgãos ligados à produção agrícola e agro-industrial, além da capacitação de técnicos em número adequado às características do município (área, população e número de empreendimentos rurais).

O processo se desdobraria, ainda, com a implantação dos Centros de Vocação Agrícola, equipados com laboratórios de análises de solos e para outras experiências próprias do meio rural como a pesquisa agronômica.

Mais que isso, reestruturamos o Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (Fumacop) para dar conta dessa tarefa de reequipar as Casas Familiares (Rurais e do Mar), capacitar profissionais nos municípios e estimular a produção agro-industrial. O Fumaco chegou a ser o quarto maior orçamento do Estado.

Essa foii mais uma experiência abortada pela restauração do poder oligárquico pelo golpe judicial...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Igor Lago: fala sobre a omissão obidiente de entidades de representação social.

Senhore(a)s,
Apesar da "omissão obediente" da UNE, das centrais sindicais, das diversas organizações sociais e muitos movimentos sociais, ainda existem brasileiros que têm o sentimento de cumprir com alguma obrigação cívica que reponha a ética, o servir público de forma altaneira e republicana, o endosso pela transparência em todos os níveis da administração pública, a luta pela consolidação de nossa democracia, enfim; a política com P maiúsculo que acaba gerando benefícios à maioria de qualquer sociedade.Essa obrigação cívica pode se manifestar em determinados momentos da história de um país, a favor ou contra uma causa, a favor ou contra uma pessoa que simbolize algo de concreto e que desendadeia algum sentimento maior de nossa cidadania. Nesse exato momento, aqui e agora, a figura do senador José Sarney representa o que há de pior de nossa política, de nossa história, de nossa cultura social. Afinal de contas, ninguém gostaria de ser representado por um ser humano que usou e usa de todos os meios para atingir os seus fins não importando se lícitos ou ilícitos, pois a dissimulação, a superficialidade, a mentira, a covardia, a vilania, a tirania nunca estiveram tão unidas numa só figura. Muitos se perguntaram e se perguntam como um político que não produziu resultados concretos para seu povo conseguiu sobreviver tanto tempo. Talvez a resposta esteje no Maranhão, nas origens desse estado, de sua história e das entranhas em que desenvolveu-se as relações entre a Política e a Justiça. Basta dar uma pincelada na história maranhense para perceber que esses dois setores sempre estiveram mancomunados de forma muito próxima e desigual em relação a muitos outros estados de nossa federação. Mas, que o senhor incomum de quem estamos nos referindo é um mestre das relações entre esses dois poderes ninguém duvida. De que seja um capitão-mor de muitas iniciativas que atravacam o desenvolvimento natural e espontâneo de nossas instituições, só os mais ingênuos ou míopes têm a dificuldade de aceitar. Não se trata de iniciativa de um só segmento de nossa sociedade. Ao contrário, parece ter uma origem muito diversificada e individual graças a esse meio barato e democrático de comunicação- a internet. É interessante como determinados setores ligados diretamente ao governo Lula absorveram de forma natural a tese sarneysista de que essa crise do Senado é fruto de manobras políticas com vistas às eleições de 2010. Tremenda armadilha do velho coronel que não encontrou melhor suporte para si do que colocar o presidente Lula e todos os que o apóiam como escudo. Tamanha desfaçatez para quem não tem a coragem de assumir de que é o principal responsável pelo estado de coisas daquela câmara superior, e não menor o cinismo e a vergonha de endossar uma tese oca e frágil.


Manifestação Nacional contra José Sarney

Mais uma vez, os brasileiros que se manifestaram pela internet se mobilizarão em uma passeata nacional, contra o presidente do Senado José Sarney e políticos envolvidos em esquemas de corrupção, nepotismo, atos secretos, mensalão e com passado sujo.Assim como na campanha das Diretas Já, impeachment e outras manifestações populares, o movimento vai alcançando as ruas, e deverá ganhar as adesões de músicos, artistas, ONG’s, sindicatos, partidos de oposição e milhões de brasileiros.A Passeata Nacional vai acontecer no próximo dia 15 de agosto, a partir das 14h, e quem comparecer deve levar uma máscara cirúrgica, como as usadas para se proteger da "gripe suína", escrita com a frase "Fora Sarney!"

Confira os locais das manifestações:
São Paulo - MASP*
Rio de Janeiro -Posto 6, Copacabana (em frente à rua Souza Lima)
Porto Alegre - Arco da Redenção*
Belo Horizonte - Praça Sete* Salvador - Av Garibaldi* Londrina - Calçadão em frente ao BB*
Florianópolis - Trapiche da Beira Mar Norte*
Recife - Avenida Conde da Boa Vista, em frente ao shopping Boa Vista*
Curitiba - Largo da Ordem 9 (onde ocorre a feira de domingo)*
Vitoria - frente ao Shopping Vitória* Natal - Praça vermelha*
Goiânia - Praça Universitária*
São Luís - Praça João Lisboa (saída às 13h)*
Brasília - Congresso Nacional

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ayres de Brito admite novas eleições no MARANHÃO.

Ayres Brito admite novas eleições no MA EXCLUSIVO PARA O MARANHÃOAyres Brito admite ter dúvidas sobre a decisão do TSE de dar posse ao segundo colocado após cassação
Presidente do TSE admite recurso da coligação que apoiou Lago para o governo do Maranhão em 2006
Após cassação dos governadores da Paraíba, Cássio Cunha Lima, o governador do Maranhão, Jackson Lago, a determinação de posse imediata do segundo colocalo, em ambos os casos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto (foto), admitiu a subida de um recurso extraordinário (RE) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise se, no caso da cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de seu vice, Luiz Carlos Porto, o TSE agiu corretamente ao determinar a posse da segunda colocada no pleito de 2006, Roseana Sarney (PDMB), ou se deveria ter convocado novas eleições no estado. O recurso admitido foi ajuizado pela coligação “Frente de Libertação do Maranhão” - que apoiou Lago em 2006.
No caso do Estado da Paraíba, a Assembleia Legislativa entrou com ação pedindo novas eleições. O prodesso (ADPF 155), ainda está sob análise do relator, ministro Ricardo Lewandowisk, que não anunciou data prevista para apresentar o parecer.
Jackson Lago e seu vice, Luiz Carlos Porto, foram cassados em março deste ano, pelo TSE, por abuso de poder político. Na ocasião, a Corte Eleitoral determinou que fosse empossada a segunda colocada no pleito de 2006, a então senadora Roseana Sarney (PMDB).
De acordo com Ayres Britto, o tema questionado no recurso “é de índole eminentemente constitucional”. Isto porque a coligação sustenta que a decisão do TSE teria afrontado os artigos 77 e 81 da Constituição Federal de 1988. Os dispositivos tratam das eleições – em dois turnos – para os cargos de presidente e vice-presidente da República e da realização de novo pleito no caso de vacância nesses cargos.
Outros recursos
Foram apresentados outros recursos pela coligação e pelo próprio governador cassado, mas todos foram negados pelo presidente do TSE. Ayres Britto explicou que a discussão sobre a competência do TSE para julgar, originariamente, recursos contra expedição de diplomas de governadores depende apenas da análise de legislação infraconstitucional (artigo 276 do Código Eleitoral), e por isso não pode ser motivo de recurso para análise do STF.
Da mesma forma, a alegação de afronta ao princípio do devido processo legal não deve ser levada para análise do STF, disse o ministro. Com base na própria jurisprudência da Suprema Corte, explicou Ayres Britto, a tese de violação e esse preceito “pode configurar, quando muito, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional”.
A discussão sobre eventual desrespeito aos parâmetros da razoabilidade e proporcionalidade também não deve ser encaminhada para análise do STF, enfatizou o presidente do TSE. A Corte Eleitoral analisou detidamente os fatos e provas contidos nos autos para entender que as condutas imputadas ao então candidato do PDT comprometeram a normalidade e o equilíbrio do pleito, frisou o ministro. Para rediscutir este tema, seria necessário, portanto, o reexame desse conjunto fático-probatório, o que não é possível em se tratando de recurso extraordinário, concluiu Ayres Britto.
STF
O RE é um recurso de caráter excepcional para o STF, e pode ser movido contra decisões judiciais, em única ou última instância, que possam ter ofendido norma da Constituição Federal. O recurso é apresentado no próprio Tribunal que emitiu a decisão tida como contrária à Constituição, para que seu presidente analise se existe, realmente, questão constitucional envolvida – caso em que o recurso é admitido e remetido para análise da Corte Suprema. Isso porque o STF só pode analisar recursos que tratem de temas eminentemente constitucionais.Da Redação (Site Paraíba Agora) Sugestão de pauta José MachadoEnviado por Eri Santos Castro

domingo, 9 de agosto de 2009

A palavra do Governador eleito pelo povo. Jackson Lago.

Palavra de Jackson

Pernas curtas

A oligarquia reinstalada no governo estadual tem insistido nas afirmações de que meu governo deixou o Estado “financeiramente quebrado” e promoveu uma “irresponsabilidade fiscal inédita no País”. Nada mais falso.
Mesmo assumindo após um mês de minha deposição por um golpe judicial, o atual secretário de Planejamento deve saber que deixei 383 milhões de reais nos cofres do Estado. Mais que isso, a administração da senhora Roseana Sarney Murad encontrou um Estado com suas contas religiosamente pagas.
Pagamento de pessoal? Em dia. Dívida pública? Mesmo sem ter aumentado em um centavo essa dívida (toda ela contraída pelas administrações da oligarquia, em especial pela hoje governante), entendo que o compromisso é do Estado e, por isso, honrei esses pagamentos. Pagamento de precatórios? Todos absolutamente em dia. Empreiteiros e fornecedores? Não há qualquer reclamação nesse sentido, pois obras realizadas e serviços prestados devidamente atestados foram pagos. Transferências constitucionais aos municípios? Todas feitas. E, ainda mais, meu governo fez transferências voluntárias com a maioria dos municípios, através de convênios em diversas áreas, recursos estes que foram subtraídos às municipalidades pela administração dos que hoje me acusam.
Minha administração, no entanto, não se preocupou somente com o equilíbrio orçamentário e fiscal. À frente do governo, procurei diminuir a imensa dívida social para com nosso povo, que vem de séculos, mas que foi extremamente agravada pelos 40 anos de poder do grupo oligárquico
Cito algumas iniciativas que estavam modificando a face do Maranhão. Meu governo construiu 160 novas escolas e reformou 310. Nelas foram instalados 291 laboratórios de Matemática, 120 de Ciências, 794 de Informática, além de 355 bibliotecas. Em dois anos e três meses, em parceria com o governo federal, tiramos do analfabetismo 50 mil jovens, adultos e idosos.
A Saúde teve um extraordinário avanço em sua descentralização com a inauguração do Socorrão de Presidente Dutra, com cem leitos e atendimento a uma população de mais de 330 mil pessoas. Transferi recursos para a construção dos Socorrões regionais de Imperatriz e de Pinheiro, recursos estes que foram garfados pela administração de minha ilegítima sucessora. Quatro centros de reabilitação física, destinados a portadores de necessidade especial ou pessoas com recomendação de fazerem fisioterapia foram inaugurados em Imperatriz, Caxias, Bacabal e Grajaú.
Na área de infraestrutura, meu governo trabalhou em parceria com os municípios, delegando a eles até mesmo obras de competência estadual, na visão de que a fiscalização e o controle social são exercidos com mais eficácia quando se trabalha dessa forma, além de termos obras mais baratas. Dessa forma, foi possível fazer mais de mil quilômetros de estradas estaduais asfaltadas, recuperar quase 6 mil quilômetros de estradas vicinais e pavimentar 1.300 quilômetros de vias urbanas.
A Baixada Maranhense recebeu asfalto e sinalização em sua principal via de acesso, a MA-014, que com 166 quilômetros de extensão beneficia municípios como Vitória do Mearim, Viana, São Bento e Pinheiro, facilitando ainda o acesso a dezenas de outros municípios. A MA-262 tirou do isolamento toda a região de Matões e Parnarama. Enquanto a MA-209, entre Nova Bacabeira e Turiaçu, atendeu uma reivindicação mais que secular. A ponte da Liberdade, que liga o Maranhão com o Norte do Tocantins, consolida o papel de Imperatriz como centro econômico, administrativo e cultural de toda uma imensa região dos dois Estados.
Poderia me estender aqui, citando outras realizações nas áreas já citadas e em outras a que não me referi. Mas, o espaço que disponho não me permite. Mas, essas poucas linhas são o bastante para mostrar a falta de compromisso com a verdade daqueles que atiram pedras em meu governo. Apesar do monopólio que eles exercem sobre os meios de comunicação, a população pode, agora, fazer comparação entre dois diferentes estilos de governar. E, comparando, pode escolher entre eles.

Velhos expedientes, novos interreses.

Velhos expedientes, novos interesses

Como o Brasil prende-se ao patrimonalismo, currais eleitorais e autoritarismo cego quando o tema é política

Christian Carvalho Cruz, de O Estado de S. Paulo


'Bom momento econômico é péssimo conselheiro', diz MeloSÃO PAULO - Na última semana os brasileiros puderam sentir uma incômoda sensação de déjà vu. Era o senador e ex-presidente Fernando Collor, arfante e com olhos projetados, berrando frases destemperadas a um adversário político. Era o presidente do Senado, José Sarney, acusado de cometer atos secretamente ilícitos, defendendo-se em plenário e invocando até a sua generosidade como avô. Eram os senadores Tasso Jereissati e Renan Calheiros, ao melhor estilo "faroeste caboclo", acusando-se mutuamente de coronel, cangaceiro, dedo sujo e m.... Era a volta da famigerada tropa de choque, essa instituição nacional sempre convocada para salvar congressistas em graves apuros. Há quanto tempo o País assiste a coisas assim? E por quanto tempo terá de conviver com o patético de espetáculos dessa natureza? Afinal, por que a política nacional não consegue se livrar do eterno retorno de seus próprios arcaísmos?

É como um círculo do inferno de Dante, diz o cientista político Carlos Melo, professor de Sociologia e Política do Insper, Instituto de Ensino e Pesquisa, de São Paulo. "A sociedade que se modernizou na economia, nas relações humanas, na tecnologia e nas comunicações não modernizou seus personagens políticos. Estes, por sua vez, não têm interesse de modernizar a política da qual se beneficiam", explica Melo. "Além disso, o bom momento econômico contribuiu para nos aprisionar num conformismo pragmático e num moralismo farisaico. Estamos satisfeitos, isso nos basta." Autor de Collor, o Ator e suas Circunstâncias (Editora Novo Conceito, 2007), em que analisa a ascensão e a queda do ex-presidente, defende que só uma difícil - mas não impossível - revolução de valores pode tirar a política brasileira da mesmice responsável pela reprodução de seus vícios.

Por que não conseguimos nos livrar desses ‘eternos retornos’ - fisiologismos, tropas de choque, acordões, manipulações, dossiês?
A sociedade brasileira se modernizou do ponto de vista econômico, humano, tecnológico, nas comunicações, mas não avançou politicamente. E a política não consegue renovar seus métodos porque não renova seus personagens. Se olharmos o cenário sugerido para a eleição presidencial de 2010, a rigor, não temos nada de novo. Dilma Rousseff foi de uma organização de esquerda na década de 60. José Serra foi presidente da UNE em 1964. Aécio Neves é neto de Tancredo. Qual a renovação aí? Além disso, é repetitivo dizer, mas é a pura verdade, temos um problema de sistema eleitoral e de representação. O voto no Brasil ainda é baseado em currais. Quando um deputado diz que está se lixando para a opinião pública é porque ele não depende mesmo da opinião pública, dos leitores de jornais, da sociedade política. Ele depende da ponte que, na relação com o Executivo, conseguiu mandar fazer naquela pequena cidade em troca de alguns votos, depende da relação com o prefeito, com os apadrinhados que ele emprega e lhe pagam agindo como cabos eleitorais. Esses são mecanismos muito enraizados, inclusive porque o eleitor prefere manter esse tipo de relação despolitizada com a política. É uma relação que não passa pela cidadania, mas pelo interesse pessoal. De novo, qual a renovação aí? O resultado é que, diante de tanta mesmice, parte da sociedade prefere se retirar a participar, começa a achar que política é coisa para malandro. Não é. Mas, quando se acredita nisso, a malandragem agradece.

A solução passa obrigatoriamente pela renovação dos personagens?
Veja o bate-boca de quinta-feira entre Tasso Jereissati (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB). Até os termos usados de lado a lado, "coronel" e "cangaceiro", reforçam o nosso arcaísmo político. Como encaminhar votações importantes, formular alternativas e construir políticas nesse contexto? Impossível. Que trégua estabelecer quando os dois que se engalfinham são justamente as duas maiores lideranças dos partidos a que pertencem? Quem acima deles pode estabelecer a paz? Depois reclamam das interferências do Poder Executivo... Por mais paradoxal que pareça, esse bate-boca é a expressão da despolitização da política, do abandono da grande política, do Senado - lugar de sêniores - reduzido a uma espécie de assembleia sindical, a uma imitação barata das plenárias do movimento estudantil. Quer exemplo mais claro do arcaísmo brasileiro do que Sarney dizer que não conhece seu afilhado de casamento? É provável que não conheça mesmo. Quantos coronéis são convidados a batizar os filhos dos seus empregados e nunca se dão conta do nome da criança?

Como o senhor avalia outra velha ‘instituição’ do Congresso, a tropa de choque, que sempre aparece quando alguém está na berlinda?
Quando faltam argumentos e articulação política, as maiorias acabam se impondo pela força de uma tropa fiel a seus líderes e aos interesses que representam e defendem. Há normalmente um grande grau de truculência, porque, afinal de contas, é a política por meio da força e não da negociação. De tempos em tempos essas tropas de choque, truculentas e impositivas, surgem na política brasileira. Essa que hoje está ao lado do Sarney tem como objetivo defendê-lo, pelos métodos que forem necessários, no espírito do "bateu-levou", como dizia um porta-voz de Collor.

Collor é um expoente da atual tropa de choque, defendendo o mesmo Sarney que um dia chamou de ‘o maior batedor de carteira da história do País’. Como isso é percebido pela população?
Não deveria surpreender, porque a lógica de agrupamentos desse tipo não passa por relações pessoais ou ressentimentos do passado, mas por interesses muito objetivos e pelo pragmatismo do presente. Esses batalhões são compostos por conveniências absolutamente voláteis. Falando de Collor especificamente, é provável que a sociedade moderna veja o ressurgimento dele como a reedição de um passado que já deveria ter sido superado pela democracia. O velho estilo não assusta mais, apenas irrita, aborrece e denuncia o anacronismo da política em relação à sociedade e à economia, que tanto se transformaram do governo Collor para cá. Ainda assim, é possível que ele encontre ressonância nos segmentos mais despolitizados, atrasados, de índole autoritária, nos eleitores dos currais ainda apegados à nossa tradição patriarcal. O mais triste, porém, é que tudo isso contribui para esse sentimento generalizado de renúncia à política. A confusão ajuda a disseminar a avaliação cínica segundo a qual tudo é permitido, porque afinal "política é assim mesmo".

Foi só a mesmice na política que levou a sociedade brasileira a esse conformismo?
Não. Há também um movimento maior, global, de fim de utopias, de partidos de esquerda, a queda do Muro de Berlim... Filosoficamente, passou-se a acreditar que a economia poderia garantir tudo. É triste dizer, mas o bom momento econômico é péssimo conselheiro. Ele releva os problemas, desmobiliza. Neste momento vivemos uma crise da qualidade da política no Brasil, mas como a economia vai mais ou menos bem, tapam-se os olhos e o nariz e deixa-se como está. É um erro tremendo, porque se a política estivesse bem ela potencializaria a economia. Mas chegamos ao suficientemente bom e paramos. Nós pensamos: "Poderia ser melhor, mas estamos satisfeitos assim". Não há pressão pelo ótimo, não temos instituições ou lideranças interessadas em apontar o caminho da mudança. Ficamos só amaldiçoando o escuro, e a vela ninguém quer acender. É preciso que a sociedade que se indigna comece a encontrar alternativa. Será que precisaremos chegar à antessala de um desastre econômico para mudar? É uma pergunta que faço para a sociedade e para o mercado.

Como o sr. avalia o desempenho da oposição na crise do Senado?
O Sarney não é santo, mas quem pode jogar pedra? O Arthur Virgílio tentou e a pedra voltou na testa dele. A oposição está perdida. Não tem programa, não tem discurso, não tem postura. O PSDB critica o governo federal, mas passa por um problema sério com a governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Faz só críticas moralistas. Devia era pegar as bandeiras das reformas política e eleitoral e se bater por isso.

Qual deve ser o caminho da mudança, então?
Primeiro, precisamos mudar nossos valores sociais e humanos. Não podemos nos eximir de nossa responsabilidade de cidadãos. Sabe quando você está na estrada e o carro que vem no sentido contrário pisca o farol para avisar que tem polícia mais adiante? Ele está dizendo para você ir devagar até burlar o policial e que depois pode correr de novo. É a esperteza. Ouço muito as pessoas indignadas dizendo: "Que exemplo eu vou dar para o meu filho se esses políticos fazem isso e aquilo?" Eu digo: "Esqueça os políticos. O exemplo para seu filho é você". Então, é preciso haver uma reforma do indivíduo. Mas ela é mais complicada e, portanto, sou cético. A sociedade moderna tem trazido cada vez mais individualismo e mesquinhez. O que isso tem a ver com política? Tudo. Não devemos achar que política é só o Sarney arrumando emprego para o namorado da neta. A política, na verdade, começa quando você não tenta enganar o guarda. É claro que o exemplo que o Sarney e outros políticos dão à sociedade é o da esperteza, do levar vantagem. Mas nós aderimos ao Sarney ou combatemos o Sarney? Essa é a questão.

O presidente Lula aderiu.
Lula tinha duas más escolhas a fazer: abandonar Sarney e se livrar de um desgaste de imagem, ou abraçar Sarney e manter o PMDB como aliado num momento de CPI da Petrobrás no Senado e de eleições presidenciais na qual ele tentará eleger uma candidata pouco conhecida. Entre enfrentar o custo de perder a máquina peemedebista e suas mil e tantas prefeituras e perder popularidade, o presidente fez a escolha correta do ponto de vista político. Até porque quem está indignado com o apoio de Lula a Sarney são aqueles que já antipatizam com ele. Dizem que é impossível governar sem o PMDB. Eu digo que também é impossível governar com o PMDB. Agora, um presidente com 80% de aprovação popular poderia se envolver mais com as mudanças que o País necessita. No jogo político que está aí é até compreensível que se faça uma aliança ruim para poder governar. Mas não dava para negociar mais caro? Fazer a aliança e ao mesmo tempo arrancar as mudanças? Não precisava entregar de mão beijada. Estamos numa armadilha: precisamos de reformas, mas quem pode fazer é quem se beneficia dos problemas. E eu não vejo no horizonte eleitoral alguém capaz de apresentar novos valores, novas propostas.

O sr. parece bem pessimista.
Sou cético. A história da humanidade mostra que é possível evoluir. Nós já fomos piores do que somos hoje. Mas esse conformismo cínico e pragmático e esse moralismo farisaico me incomodam. O que vemos hoje no Senado é efeito dessa forma de olhar para a política. O Senado era o topo da carreira de um político, ali se discutia em alto nível. Não é mais assim. Tiramos o Sarney de lá e colocamos quem, para promover as transformações que precisamos? Não se trata de derrubar governo. Mas se existisse uma sociedade política, se ela começasse a discutir o País com mais profundidade e começasse a levar isso para fora, poderia dar certo. Enquanto nos Estados Unidos a sociedade disse "Yes, we can!", aqui falaram "Cansei!". Com uma frase vazia o Obama despertou a América moderna contra a América arcaica. Nós temos que encarar esse desafio. Mas, por enquanto, dado o jogo político possível em nossa jovem democracia, vamos conciliando o moderno com o arcaico. Patinamos, não saímos do lugar.

sábado, 8 de agosto de 2009

Deu na época: Sarney mente em depoimento no senado.

Deu na ÉPOCA: Vídeo desmente acusação de Sarney contra repórter

8 de agosto de 2009 às 18:16

O vídeo em que Andrei Meireles entrevista Jeovane de Morais e Argeu Ramos, ligados ao caso da fazenda Pericumã de Sarney, prova que o jornalista não pegou qualquer documento à força
Na semana passada, ao subir à tribuna, o presidente do Senado, José Sarney, se disse "vítima de uma campanha sistemática e agressiva" da mídia. Na parte final de seu discurso, Sarney descreveu a visita de "um jornalista credenciado no Senado" ao escritório do empresário Jeovane de Morais, com quem ele se envolveu numa transação imobiliária.
Sarney descreveu a cena com estas palavras: "Chega agredindo, dizendo 'o senhor é laranja do Sarney, confesse!' e rouba os papéis que estavam em cima da mesa dele e sai correndo". Em seguida, brandindo um estojo plástico com um DVD em seu interior, Sarney fez um gesto dramático: "Isto está gravado aqui. A cena foi filmada e não deixa dúvida".
O repórter que fez a entrevista é Andrei Meireles, que desde 2002 trabalha em ÉPOCA. Andrei esteve no escritório de Jeovane em 30 de julho, em busca de informações sobre a Fazenda Pericumã, uma sociedade entre ele, Sem avisar o repórter, Jeovane montou uma câmera de vídeo para registrar os diálogos e movimentos ocorridos durante o encontro.
ÉPOCA obteve o vídeo. Nas imagens e diálogos não há roubo, não há correria, não há fuga nem afirmações abusivas nem grosseiras. Há apenas o esforço de um repórter que tenta esclarecer uma compra mal explicada. Em determinado momento, Jeovane toma a iniciativa de entregar a Andrei vários papéis.
Há uma pasta preta, papéis soltos sobre a mesa e um relatório encadernado. À vista de todos, Andrei folheia os documentos e examina detidamente esse relatório. Nem Jeovane nem os demais dizem que ele não poderia levá-lo. O diálogo prossegue, até que Andrei se levanta.
Depois de vestir o paletó e colocar o celular no bolso, Andrei pega o relatório encadernado, à vista de todos os presentes, e se dirige à porta. Jeovane vai com ele. Argeu Ramos, ao telefone, assiste a tudo.

Enquete encerrada em meu BLOG, sobre Sarney. Quase todos querem sua cassação.

Em enquete feita neste BLOG, foi quase unanimidade o pedido de cassação do mandato do coronel do curupu e hoje presidente do senadinho da república( o da João Lisboa é mais confiante). vejam os resultados.

ser cassado seu mandato ---------------------------------- 93%
pedir a sua renúncia---------------------------------------6,0%
pela sua permanência para aparecer mais coisas-----------6,0%
mantê-lo como senador----------------------------------- 0,0% vejam zero %

Avoz de Deus é a Voz do Povo.

Ele detêm os meios de INFORMAÇÕES. Ou seja é do SNI mesmo.

Sarney bem informadíssimo

Não estava no Senado e sim na deslumbrante residência oficial. Quase às 6 da tarde, chegou um assessor, correndo, e praticamente sem poder falar, disse: “Presidente, tenho uma grande notícia para o senhor”.
E Sarney, tranqüilo e onipotente, sem olhar para o lado: “É o arquivamento das representações contra mim? Você acha que eu coloquei o Paulo Duque lá para quê?”. (Exclusiva)

Helio Fernandes

O que faz o Renan fora da cadeia? Aproveita leva Collor, Jader, Sarney, Weligton Cabeleira.

O que faz Renan fora da cadeia?

8 de agosto de 2009 às 06:45

No fim de maio de 2007, uma reportagem de VEJA escancarou a face horrível de Renan Calheiros, então presidente do Senado. Os homens de bem se estarreceram com o que viram, os colegas não viram nada de novo, Renan deixou o comando da mesa, foi para as coxias e esperou exatamente 24 meses para reaparecer na ribalta, neste fim de maio, no papel de parceiro preferido do presidente Lula. Por decisão do chefe de governo, cabe ao companheiro Renan, líder da bancada do PMDB e amigo de infância do presidente José Sarney, impedir que a CPI da Petrobrás consiga provar que a estatal praticou, permitiu ou patrocinou delinquências bilionárias.Está com a sensação de que já leu isso? Leu mesmo. É o trecho de um post de 28 de maio, que antecipava ocorrências quase palpáveis de tão previsíveis: o jagunço a serviço de todos os governos logo despejaria sobre outros senadores os sórdidos dossiês que coleciona obsessivamente. Lula tomara uma decisão acertada, continua o texto.As nuvens que se avolumam sobre a Petrobras são formadas por denúncias, suspeitas, indícios e evidências. Quem melhor para enfrentá-las do que o alagoano que sobreviveu a um tsunami de provas tangíveis e pilantragens visíveis a olho nu? É o homem certo no lugar certo. Para assassinar os fatos no nascedouro, foi convocado um serial killer especializado no extermínio de verdades inconvenientes.Fosse o Brasil um país sério e Renan não conseguiria pronunciar sequer uma vírgula sobre assunto nenhum. Primeiro teria de providenciar respostas verossímeis para questões que seguem pendentes. O que tem a dizer sobre as relações mais que promíscuas envolvendo as empreiteiras Gautama e Mendes Junior? E sobre as mesadas de R$ 16,5 mil entregues pelo amigo lobista a Mônica Veloso? E as notas fiscais que fraudou na tentativa de explicar o inexplicável? Que tal ensinar o truque da multiplicação de imaginários, que transformou um fazendeiro de araque em imperador do gado?Com incontáveis acertos a fazer com a Justiça dos homens e o Juízo Final, o extorsionário alagoano continua a brincar de inquisidor. Pastoreia a base alugada com a arrogância sem remorsos do pecador vocacional, enquadra os vacilantes do PT, banca o capitão-do-mato com em parceria com Fernando Collor. Depois de começar a bandidagem forjada para inocentar José Sarney, quer punir os que o acusaram. É o que está fazendo neste momento no plenário do Senado.Há algo de errado com a Justiça de um país que não consegue trancar na cadeia um fora-da-lei como Renan Calheiros.(Coluna do Augusto Nunes – VEJA)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sarney, saia do senado e entregue-se à polícia.

Sarney, saia do senado e entregue-se à polícia

Publicado em: 7 de agosto de 2009 Por: Gabinete da Resistência

Sarney, ao invés de ficar se agarrando à presidência do Senado, atrasando ainda mais o percurso do nosso país, seja ético (se é que sabes o que isso significa) e entregue-se à polícia para pagar a conta pelos seus crimes:
Diálagos gravados pela Polícia Federal durante a operação Boi Barrica revelam que a família Sarney cometeu nepotismo. O senador interveio junto ao então diretor do senado, Agaciel Maia, com a finalidade de nomear o namorado de sua neta para uma vaga de assessor. A contratação foi feita por ato secreto (O Estado de S. Paulo, 22.jul.2009).
Afirmou que não possuía responsabilidade administrativa sobre a fundação José Sarney, mas foi constatado que o senador presidiria o conselho da instituição. Além disso a verba de uma parceria entre a organização e a Petrobrás teria sido parcialmente desviada e remetida a empresas fantasmas. Também foi revelado que as declarações de renda do senador não registrariam o movimento de uma conta bancária fora do país.
Ele emitiu uma nota autorizando o procurador-geral da República a requisitar informações sobre suas movimentações financeiras (O Estado de S. Paulo, 12.jul.2009, 12.07.2009, 13.jul.2009, 14.jul.2009).
Ocultou da Justiça Eleitoral uma casa em Brasília avaliada em R$ 4 milhões, e outra em São Luís. No primeiro caso, sua assessoria afirmou que o imóvel não constava na declaração de bens por erro técnico, mas estava incluido em sua declaração de imposto de renda entregue ao Tribunal de Contas da União. No segundo, apesar de constar na declaração ela teria sido doada à sua filha Roseana, que não a incluiu em sua declaração eleitoral de 2006 porque a transferência ainda estava tramitando (O Estado de S. Paulo, 3.jul.2009; Folha de S. Paulo, 14.jul.2009).
Cedeu apartamento funcional para uma viúva de seu ex-motorista. Um acontecimento semelhante justificou a demissão do ex-diretor de recursos humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, por Sarney. Além disso, seu neto José Adriano é proprietário da Sacris Consultoria, que intermedia crédito consignado ao Senado. Entre seis bancos que prestam serviços à instituição, dois deles credenciaram-se à empresa antes de ter autorização para operar na casa. Sarney defendeu o neto afirmando que a empresa iniciou as atividades no Senado antes dele tomar posse como presidente e, após isso, não operava mais naquela instituição (Folha de S. Paulo, 25.jun.2009; O Estado de S. Paulo, 25.jun.2009; Folha de S. Paulo, 26.jun.2009; Jornal do Commercio, 30.jun.2009).
Teria recebido auxílio-moradia residindo em sua propriedade particular em Brasília e fazendo uso da residência oficial. Quando questionado sobre o fato admitiu nunca ter ganho a verba. Mas poucos dias depois sua assessoria confirmou que ele detinha o auxílio desde maio de 2008.
Ao tomar conhecimento, cancelou o benefício e terá que devolver o montante de R$ 40.000,00 referente ao auxílio retroativo (Folha de S. Paulo, 28.mai.2009; O Globo, 29.mai.2009; Jornal do Brasil, 29.mai.2009).Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, teria emprestado apartamento funcional que estava em seu nome para um ex-senador. O uso de imóveis funcionais só é permitido para senadores em exercício do mandato. Sarney afirma que emprestou o apartamento porque o ex-senador estava doente (Folha de S. Paulo, 16.jun.2009).
Enviou quatro policiais do Senado em “missão oficial” a São Luís para a defesa de imóveis de sua família contra possíveis invasões em protesto à cassação do governador Jackson Lago (O Estado de S. Paulo, 12.mar.2009).Teria recebido informações da Abin sobre processo sigiloso movido contra seu filho, Fernando Sarney, na Justiça Federal do Maranhão. Essa suspeita surgiu em virtude de conversa telefônica gravada pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica (O Estado de S. Paulo, 7.fev.2009a, 7.fev.2009b).
Seu filho, Fernando Sarney, foi indiciado em procedimentos abertos pela Polícia Federal. Um deles apura suposto tráfico de influência para beneficiar empresas privadas em contratos com o governo. Noutro Fernando, seus sócios e sua nora seriam acusados de lavagem de dinheiro usando a empresa São Luis Factoring a Gráfica Editora e na promoção da festa Marafolia, que são empreendimentos da família Sarney. Os indiciamentos são resultado da Operação Boi Barrica (Folha de S. Paulo, 17.jul.2009; O Globo, 17.jul.2009).
Segundo reportagem do jornal O Globo o instituto Mirante, presidido por Fernando Sarney, teria recebido R$ 220 mil da Eletrobrás para patrocinar projetos culturais no Maranhão. Mas as notas fiscais da instituição demonstram irregularidades como o uso das empresas da família Sarney para justificar parte dos gastos da quantia recebida (O Globo, 30.jul.2009).
sarney, ao invés de ficar se agarrando à presidência do Senado, atrasando ainda mais o percurso do nosso país, seja ético (se é que sabes o que isso significa) e entregue-se à polícia para pagar a conta pelos seus crimes:Teria usado carros oficiais durante sua campanha em 2006, o que é vedado pela lei eleitoral (Folha de S. Paulo, 27.set.2006).
Teria resgatado suas aplicações no Banco Santos na véspera da intervenção do Banco Central naquela instituição. O senador é amigo pessoal de Edemar Cid Ferreira, proprietário do Banco Santos à época (O Estado de S. Paulo, 19.nov.2004; Gazeta do Povo, 20.nov.2004).
A Polícia Federal investiga saques em dinheiro no valor de R$ 3,5 milhões ligados a empresas do senador período eleitoral de 2006. O Ministério Público Federal também apura o caso (Folha de S. Paulo, 09.jan.2008).
A família Sarney nomeou nove conhecidos com cargo comissionado no Senado. Um deles, João Fernando Michels Gonçalves Sarney, foi nomeado e desligado no gabinete de Epitácio Cafeteira por ato administrativo secreto, quando entrou em vigência a súmula contra o nepotismo. Emprega também uma funcionária fantasma que seria protegida de Renan Calheiros (O Estado de S. Paulo, 10.jun.2009, 10.jun.2009; Folha de S. Paulo, 26.jun.2009; 30.jun.2009).Teria sido beneficiado por atos secretos editados pelo Senado entre 1995 e 2009. Dentre os 663 atos secretos editados pela instituição, 10% teriam favorecido familiares e aliados políticos do senador (O Estado de S. Paulo, 23.jun.2009; O Estado de S. Paulo, 16.jul.2009).Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o senador teria mantido uma fazenda de sua propriedade em nome de terceiros (entre eles, sua filha Roseana Sarney) para vender as terras sem precisar pagar impostos (Folha de S. Paulo, 29.jul.2009).A filha de um dos ajudantes de ordem do senador seria funcionária “fantasma” de seus gabinete. A estudante constaria da folha de pagamento do Senado, mas não comparece ao gabinete de Sarney, onde está lotada, para trabalhar (O Estado de S. Paulo, 29.jul.2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dircurso de Dutra: um Homem de respeito muito diferente do Coronel de Curupu.

DISCURSO DE DUTRA

SR. PRESIDENTE (Janete Capiberibe) - Concedo a palavra ao Sr. Deputado Domingos Dutra.

O SR. DOMINGOS DUTRA (PT-MA.)

(...) Sra. Presidenta, eu sou do Maranhão, Estado abençoado por Deus. Nós estamos localizados entre 3 grandes regiões do Brasil: as Regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O Maranhão não sofre a violência das secas, que tanto têm martirizado os nordestinos. Não sofre com o isolamento provocado pelas enchentes, como sofre a Região Norte.
O Maranhão é um Estado rico em recursos naturais. Somos o único Estado do Brasil com 3 rios nacionais: o Rio Tocantins, que separa o Maranhão do Estado de Tocantins; o Rio Gurupi, que separa quase a totalidade do Estado do Pará; e o Rio Parnaíba, que separa o Maranhão do Estado do Piauí. Nós temos diversas bacias de água doce: a bacia do Rio Pindaré, a bacia do Rio Munim, a bacia do Rio Corda, a bacia do Rio Mearim, a bacia do Rio Balsas. O Maranhão é, portanto, um Estado rico em recursos naturais. Nós temos a maior mata de babaçual do Brasil — 8 milhões de hectares cobertos com babaçual. Trezentas mil mulheres, Deputada Janete Capiberibe, retiram o seu sustento e contribuem com a economia do Estado por meio do extrativismo de babaçu.
O Maranhão tem uma composição étnica das melhores. Nós somos resultado do índio, dono deste País, do europeu — primeiro chegaram os franceses, depois vieram os portugueses, que expulsaram os franceses, depois vieram os holandeses — e também do africano, do qual sou descendente. Portanto, é essa composição que faz com que o maranhense seja um povo ordeiro, trabalhador, hospitaleiro e honesto.
Apesar de tudo isso, Deputado Paes de Lira, nós somos um Estado rico com uma população extremamente pobre. Muitas causas existem, mas a principal causa é a causa política. Nós últimos 63 anos, o Maranhão foi governado por 2 oligarquias, chefiado por 2 caciques: durante 20 anos, o Maranhão foi chefiado por um pernambucano que foi Senador pelo Estado chamado Vitorino Freire, que mandou e desmandou no Maranhão por 20 anos, e há 41 anos o Maranhão é chefiado, humilhado, massacrado por uma oligarquia comandada pelo Senador José Sarney, que derrotou Vitorino pregando a modernidade, mas que se transformou não num líder, mas num faraó extremamente doente.
E é nesse sentido que venho aqui, a esta tribuna, falar um pouco sobre isso.
Nós do Maranhão estamos hoje com os mais baixos indicadores sociais. Nós somos os Estado que mais exporta mão-de-obra escrava para o Pará e outros Estados do Norte. Nós somos o Estado que tem o menor índice de acesso a computadores, à Internet. Portanto, infelizmente, o Maranhão é um Estado rico com uma população pobre.
Há muita gente que pergunta o que pode perguntar, por que o Senador Sarney, que ontem gritou da tribuna do Senado que está com 55 anos de mandato, por que razões ele tem esse poder tão longo. Uns devem concluir apressadamente que é porque ele é um líder. Na verdade, o Senador Sarney não é um líder; o Senador Sarney é um cacique e mantém esse poder tão longo porque é dissimulado, porque não tem identidade política, porque évingativo e, sobretudo, porque é um camaleão.
Nos últimos 40 anos da política brasileira, o Senador Sarney não ficou distante de quem sentou na cadeira de Presidente da República. Antes da Revolução, fingia que era Oposição, era para ser cassado. Com a Revolução, passou para o lado dos militares, foi Presidente da Arena, serviu e lambeu a bota dos militares. Quando o Brasil começou a mudar com a emenda Dante de Oliveira, das Diretas, que o povo tomou as ruas, ele fingiu um racha na Arena, juntou-se com Tancredo. Tancredo largou as ruas, veio para este plenário, para o Colégio Eleitoral, o Senador Sarney acabou sendo Vice de Tancredo, por circunstância misteriosa Tancredo morre e ele acaba assumindo a Presidência da República sem ter direito, porque como Tancredo não assumiu a Presidência não havia direito para o Vice.
O Deputado Ulysses Guimarães dessa cadeira, para evitar um conflito, preferiu abdicar de assumir a Presidência para ele assumir. Era de 4 anos o mandato. Ele trocou canais de rádios e tevê por mais um ano. Deixou o Brasil com 86% de inflação. O Presidente Collor, o ex-presidente dizia na campanha: se eu for eleito, eu vou mandar prender o Sarney. Collor se elegeu e ao invés de mandar prender e cumprir a promessa, três dias antes de assumir a Presidência foi ao Sítio do Pericumã, fez um acordo com o Presidente Sarney, ele decretou feriado bancário para a Dona Zélia Cardoso de Mello decretar o Plano Collor que levou à falência milhares de brasileiros mais pobres. Collor assume, ele ficou e serviu o Collor.
Quando o Collor entrou em desgraça, vendo que Collor ia cair apoiou o impeachment de Collor.
Veio Itamar Franco, ele serviu Itamar Franco.
Veio Fernando Henrique Cardoso, durante sete anos e meio o Senador Sarney serviu Fernando Henrique Cardoso.
Na campanha de 2002 ele dividiu seu time. Espalhou gente no time de Serra, de Garotinho, de Ciro e ficou espiando. Quando ele soube que o Lula ia ganhar, aqui de Brasília disse: sou Lula, mas no Maranhão quem decide é minha filha.
O Presidente Lula ganhou as eleições, e hoje o Senador Sarney está grudado no Lula como carrapato. Não que ele ame o Lula, ele ama os cargos. Se amanhã o Serra, que não vai acontecer, viesse a ganhar a Presidência, ele estaria com Serra.
Aqui, em uma linguagem popular, até se o Fute, o Lúcifer, o Satanás viessem governar o Brasil por lá estaria o Sarney servindo o Lucifer, o Fute e o Satanás.
Portanto, Sr. Presidente, nesse sentido, resolvi escrever um livrinho chamado O Camaleão, que está na 3ª edição. É um livreto muito simples, que começou com mil; a 2ª edição, todo mundo queria. E resolvi fazer a 3ª edição de O Camaleão. Até o Papa está pedindo este livreto pela importância que ele tem. Coisa simples.
Neste O Camaleão, Sr. Presidente, o que é que eu falo: falo da cassação do Governador Jackson, que foi injusta; falo aqui dos pecados que ele tem pela quantidade de crimes praticados; eu botei neste O Cameleão uma carta que entreguei ao Senador Tião Viana, dizendo que se o Senador Sarney fosse Presidente do Senado ia continuar o mar de lama que Renan continuou; que ele queria ser Presidente para influir no TSE para cassar o Governador Jackson; que ele queria interferir na Polícia Federal contra os inquéritos.
E que tem mais um motivo que está escondido: o Senador Sarney imagina que o Vice-Presidente José Alencar não sustentará até o próximo ano. E como o Presidente Michel Temer, a partir de abril, não pode assumir nenhum cargo, se o Presidente Lula viajar, ele espera que, nas viagens do Presidente Lula, ele possa assumir a Presidência da República em plena democracia.
Ninguém está notando, mas esse é o principal motivo da resistência do Presidente Sarney. Ele não acredita que o Vice sobreviva; e que o Presidente Temer, que é o sucessor imediato, a partir de abril, sendo o candidato, se o Presidente Lula viajar, o Presidente Temer não pode assumir, e o Presidente Sarney imagina, nas viagens do Presidente Lula, no impedimento do Vice, do Presidente Michel Temer, ele imagina assumir a Presidência da República.
Botei aqui neste livrinho O Cameleão, os 12 pecados capitais do Sarney;
Coloquei aqui a família de 125 milhões;
Coloquei aqui o culto à personalidade, escola, o Fórum da Justiça do Trabalho no Maranhão, o nome é José Sarney;
O Tribunal de Contas do Maranhão é Roseana Sarney; o Fórum da Judicidade é Desembargador Sarney Costa, é o pai; o posto de táxi é Marly Sarney, é a esposa; a Maternidade, lá de São Luís do Maranhão, é Marly Sarney, é a esposa; o Bairro é Sarney Filho, é o próprio filho; a Ponte que une as 2 cidades, é Ponte José Sarney; o Município é Presidente Sarney.E como até lá no Maranhão tem um Município chamado São José de Ribamar, e o nome dele também é José de Ribamar, ele mandou fazer uma estátua muito grande do santo e, na hora, botou foi a cara dele. Se botar o bigode, o santo fica com a cara do Senador Sarney.Estou listando aqui: escola, biblioteca, tudo com nome de Sarney. Listo aqui a quantidade de hospitais e de escolas com o nome de Sarney.
Falo aqui do Convento das Mercês, que ele tomou de conta. O prédio mais importante do Maranhão,O Convento das Mercês, onde o Padre Antônio Vieira, em 1650, celebrava os seus sermões, o Presidente José Sarney tomou de conta. Tomou de conta para cultuar a sua personalidade. E lá, nesse convento, ele cavou a sua sepultura, que na linguagem intelectual é chamado mausoléu. Para o pobre que está me ouvindo é cova, é sepultura. Pois ele cavou a sua cova. Está aqui para quem quiser ir no Maranhão para ver.Ele pegou esse prédio, sobretudo para cavar a sua cova, e colocou duas palmeiras imperiais nos pés, duas palmeiras imperiais na cabeceira.
E por que Sarney quis esse prédio e a sua sepultura, a sua cova? Porque ele não quer ser enterrado em um cemitério comum. Em um cemitério comum ninguém saberá onde ele está enterrado. Ele quer ficar lá para todo mundo dizer assim: Ali está enterrado o Sarney. Ele imagina que daqui a 100 anos passe por láum maranhense ainda com o resquício da passagem dele, com dor de barriga. Aí, ora na cova, passa a dor de barriga, para depois ele querer a canonização no Vaticano. É para isso!
Pois bem. Nesse livrinho não há nenhuma ofensa. Está tudo na legalidade. É permitido escrever um livreto, em que não há nenhuma ofensa, nenhuma inverdade.
Pois bem. Anteontem, o Presidente da Casa, Deputado Michel Temer, procurou-me para entregar uma representação, do dia 17 de julho, assinada pelo Senador José Sarney, Presidente do Senado Federal, pedindo à Comissão de Ética uma censura para mim, porque entreguei esse livreto para o Senador Mauro Fecury, que é do Maranhão, no plenário do Senado.
E aqui diz o seguinte: Ofício nº 1.414, de 2009 - SFBrasília, 17 de julho de 2009.Sr. Presidente, comunico a V.Exa. que o Deputado Federal Domingos Dutra, no último dia 9 de julho, entrou no plenário desta Casa, durante a sessão especial do Senado Federal, em homenagem ao Maestro Sílvio Barbato, e começou a distribuir o folheto O Camaleão, em anexo, contendo referências agressivas à pessoa do Presidente do Senado, conforme comunicação feita pela polícia desta Casa.Como tal fato constitui conduta vedada a Parlamentares, conforme previsto no art. 5º, inciso III, do Código de Ética e Decoro Parlamentar desta Casa, bem como no art. 9º, § 2º, inciso II, do Código de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal, com a redação dada pela Resolução nº 25, de 2008, encaminho a V.Exa. para as providências devidas a presente comunicação que se faz acompanhar do respectivo expediente da Polícia do Senado.Cordialmente, Senador José Sarney, Presidente do Senado.
E aqui tem um ofício da Polícia do Senado, que eu comunico a V.Exa.:No dia 9 de julho do corrente ano, durante a sessão tal, o Deputado Domingos Dutra adentrou ao plenário do Senado e entregou 1 livreto, intitulado O Camaleão, a alguns Senadores presentes.Então, ontem, o Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, Corregedor desta Casa, combinou comigo o dia de me entregar a representação que o Senador Sarney fez contra um Deputado que tem livre acesso às dependências do Congresso, por este livreto que não contém nenhuma inverdade, nenhuma agressão e que se circunscreve dentro da liberdade que qualquer Parlamentar tem.
Portanto, o Senador Sarney, como tem aquele ditado popular que quem usa o cachimbo com o vício fica e como ele serviu os militares, ele está pensando que estamos na ditadura: censurou o Jornal Pequeno do Maranhão, está tentando censurar, acaba de censurar o jornal O Estado de S.Paulo e está pedindo a censura para um Deputado melhor do que ele, porque eu não tenho a história de tramóias que ele tem. Ele está pedindo que a Câmara abra um processo disciplinar contra um Deputado pelo simples fato de ter ido ao Senado Federal entregar esse livreto.
Queria, Sr. Presidente, portanto, fazer esse registro e queria desafiar o Presidente Sarney.
Queria, diante do Brasil, se ele topar o desafio, eu prometo que até o final de meus 110 anos que eu vou viver, porque minha mãe tem 93 e eu puxei para ela, se ele fizer isso, eu nunca mais falo o nome do Senador Sarney.
Primeiro desafio: eu gostaria que o Senador José Sarney topasse uma acareação comigo. Eu o chamo para uma acareação, para discutirmos se o que está escrito aqui no Camaleão há alguma inverdade.
Segundo desafio: que ele deixe transcorrer normalmente os processos no Conselho de Ética do Senado, e que lá prove sua inocência. Aí, eu vou acreditar que ele é uma pessoa inocente, e não haverá motivo para crítica. Mas que ele não tente brecar os processos sumariamente.
Terceiro desafio: que o Senador José Sarney abra a contabilidade, a história, a documentação — não para mim, mas para a imprensa brasileira — , toda história da Fundação republicana chamada José Sarney.
Terceiro desafio: que ele retire a censura imposta ao jornal O Estado de S.Paulo e que não amedronte, não ameace mais nenhum meio de comunicação do País.
Quarto desafio: que o Senador devolva para o povo do Maranhão o Convento das Mercês que ele surrupiou. Esta é a palavra mais educada. Que ele devolva esse convento, que é do povo brasileiro.
Quinto desafio: como eu tenho dúvida, eu aqui, neste livrinho, não estou afirmando, mas lá na fundação dele tem este carro oficial. (Mostra figura.) Não sei se é uma réplica ou se é o carro oficial. Lá na Fundação do Senador José Sarney tem esse carro oficial. Então, que o Senador José Sarney informe se esse carro é o carro oficial da Presidência, porque, se for, tem que devolver. Já me disseram que esse carro é para quando ele for embora desse mundo, o caixão do seu corpo ir em cima do carro para levar para sepultura. É tudo sincronizado. Então, gostaria que ele devolvesse o carro, se for o carro da Presidência.
Um outro desafio: quando ele for embora, que o Senador aceite — eu desejo vida longa para ele; ele está com 80, tem as orelhas muito grandes e, dizem o ditado popular que quem tem orelha grande vive muito, e eu desejo que ele viva mais do que eu — ser enterrado em um cemitério comum, como todos os maranhenses, como todos os mortais.
Um outro desafio: que o Senador aceite cumprir a Constituição. A Constituição diz que ninguém pode ganhar mais 24 mil e 500 reais, o Senador está ganhando mais de 50 mil reais.
Ele é aposentado como servidor do Tribunal de Justiça, recebe uma pensão como ex-Governador, recebe pensão como ex-Presidente da República, recebe aposentadoria como Senador, recebe salário atual da Mesa e como Senador, que ele aceite receber apenas o que diz o teto.
E por último, que o Senador aceite e diga todas as manobras que fez para cassar o ex-Governador Jaques Lago, do Maranhão. Se o Senador Sarney cumprir tudo isso, eu nunca mais falarei o nome dele desta tribuna.
Pode anotar, Sra. Presidente. Só mais um minuto para concluir. Se o Senador Sarney...não tenho ódio pessoal contra o Senador, não tenho amizade pessoal, nunca fui na casa dele, nunca tomei cerveja com ele, portanto a minha luta é política, não é pessoal. Não desejo mal a ele, também não toco nos filhos dele mesmo estando na política, porque são coisas diferentes. O Deputado Sarney Filho é uma pessoa que respeitamos, quando tiver um embate com ele será com ele, não misturo as coisas. O conflito é com o Senador Sarney que está envergonhando o Brasil, envergonhando o Congresso Nacional e fazendo as pessoas terem nojo da política e dos políticos.
Portanto, faço aqui este desafio. Na terça-feira, vou combinar com o Deputado Antonio Carlos Magalhães Neto para receber a notificação e vou decidir o que fazer com esse belíssimo exemplar de censura de um oligarca doente que tem mania de faraó.
Muito obrigado, Sra. Presidente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dorme com essa coroné: O MARANHÃO TÁ DE ALMA LAVADA.

comentários do Marcelo Tas que os "coronéis oligarcas" começam a perceber que os tempos estão mundando, por força dos modernos meios de comunicação, como a internet, e seus "impérios" começam a se desmoronar. -------------------------------------------------------------------
José Sarney - o maquinista da máquina do tempo
Marcelo Tas
Surpresinha. A coluna de hoje de Zé Sarney na Folha começa falando de "arte da política". Aleluia, pensei, o cara resolveu botar tudo pra fora. Fui em frente...Zé capricha. Cita Aristóteles, conde Afonso Celso, Lênin, a Revolução Francesa... e até Hitler. Mas nada das tramóias dos atos secretos, do namorado da netinha, das maracutaias na Fundação Sarney, das dívidas da Globo Maranhão, de Lula, Renan Calheiros, Edson Lobão e outras arraias miúdas com que ele manipula a "máquina do tempo". Opa, pare aqui e anote essa definição reveladora do Zé para o significado de política: "a arte de gerir a máquina do tempo". Bonito... e preocupante.

Num surto de megalomania, cheguei a pensar que a pressão desse blog, entre tantos outros, tinha ajudado a abrir o coração de Zé e as palavras que ele castiga na sua coluninha magra da Folha. Qual o quê!

Melancolicamente, a coluna caminha para os finalmentes com Zé reclamando, sempre de forma enviesada, naquelas intermináveis orações subordinadas adverbiais, do "tsunami avassalador da internet". Segundo ele, a internet significa "o fim dos direitos individuais". Ué, não é o contrário? Aqui não seria o lugar onde indivíduos, não apenas os famosos ou barões da mídia, tem o direito a se expressar?

É meu, caro, Zé... você deve morrer de saudades de quando você - que é dono da Globo Maranhão, dos principais jornais e rádios naquele estado que você deixou com o pior IDH do Brasil- só falava e nunca ouvia ninguém. Situação capturada com a maestria de sempre por Angeli na mesma da Folha (reproduzido acima).

Aqui na internet, Zé, o tsunami dura 24 horas por dia, sete dias por semana. 365 dias por ano. Não tem dono, nem depende de boa vontade de editor a mando do coroné. Durma com um barulho desse, seu zé mané.

Um velho coronel, Para nós maranhenses, VELHACO.

O discurso do velho coronel

por Lucia Hipólito

Voz firme, apesar do tremor das mãos, que não cessou um minuto durante todo o discurso que apresentou em sua defesa, José Sarney pareceu, em vários momentos, sinceramente espantado.Sem entender por que está sendo, segundo ele, tão duramente perseguido.Continua fazendo o que sempre fez.No PSD, onde começou a carreira, lá na década de 1950 do século passado. Na UDN, para onde se bandeou porque não havia espaço no PSD. Na Arena, partido da ditadura, em que foi presidente nacional. No PDS, sucedâneo da Arena, ainda durante a ditadura, partido de que também foi presidente. No PMDB, para onde se bandeou quando a ditadura começava a fazer água.Coronelismo, nepotismo, clientelismo, fisiologismo, privatização de espaços e recursos públicos. Vaidade, vaidade, vaidade. Nada disso é desconhecido pelo senador Sarney.Todas essas práticas são antigas a arraigadas em sua biografia. Biografia que o senador tanto preza.Por que, então, começou-se a cobrar dele, como se fosse ele, Sarney, o único a exercer essas práticas? Ou que se ele as tivesse começado a praticar ontem.O fato é que, talvez, Sarney, como os dinossauros, não tenha realmente percebido que os tempos mudaram.Depois de passar mais da metade da vida como o enfant gâté da ditadura, Sarney dedicou-se, nos últimos 20 anos, a polir seu verbete nas enciclopédias da História do Brasil.Tendo sido chamado de ladrão e incapaz por Lula e Collor durante toda a campanha eleitoral para a primeira eleição democrática desde 1960 (a eleição de 1889 está fazendo 20 anos), Sarney ocupou-se da carreira política dos filhos, da construção de um patrimônio invejável, da publicação de alguns romances de qualidade duvidosa e de construir seu mausoléu.Naturalmente, num espaço público e tombado pelo Patrimônio Histórico, o centenário Convento das Mercês.Ah, e aderiu a todos os governos desde Itamar Franco.E agora, quando esperava coroar sua história de vida com a terceira presidência do Congresso Nacional, eis que sua biografia lhe cai sobre a cabeça como um paralelepípedo, estragando todo o esforço realizado nas últimas dácadas para mantê-la escondida da sociedade brasileira.Sarney volta a ser um coronel de província. Obsoleto, anacrônico, desfuncional.Estamos assistindo a um duelo de morte. Entre o velho coronelismo e os novos tempos de internets, blogs, twitters e julgamentos em tempo real.Assim como os dinossauros, o coronelismo está nos estertores. Sejam os velhos ou os novos coronéis, estes donos de meios de comunicação, senhores da opinião em seus estados, proprietários de currais eleitorais.O coronelismo está agonizando.

O BRASIL JÁ DESCONFIAVA: Simon: Sarney deu GOLPE para assumir a Presidência da República

Simon: Sarney deu golpe para assumir a Presidência da República

5 de agosto de 2009 às 08:47


Leandro Colon, BRASÍLIA

Depois do embate com Fernando Collor (PTB-AL) em plenário anteontem, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou que não reagiu porque ficou preocupado com o olhar do colega fixo nele o tempo todo. Collor disse a Simon para "engolir" as palavras. Em entrevista ao Estado, Simon voltou a criticar o presidente José Sarney (PMDB-AP). Afirmou ainda que ele deu um "golpe" para assumir a Presidência da República em 1985. E provocou Renan Calheiros (PMDB-AL). "Renan é a faixa mais negra da história deste Congresso."
O senhor não reagiu aos ataques do Collor. Por que o silêncio?
Eu fiquei preocupado, com medo do olhar dele, da tensão que ele estava na primeira fila. Eu não tinha falado nada dele, mas do Renan, que já foi líder dele. Mas o Collor já entrou com aqueles olhos esbugalhados. E eu pensei: não vou entrar nessa. Mas ele disse que tem coisas em relação a mim, e que vai dizer quando quiser. Vou cobrá-lo.
Por que o senhor não fez o discurso na presença de Sarney?
Eu pensei que ele ia ficar em plenário, mas ele saiu antes de eu me manifestar.
Então por que não aproveita quando ele estiver em plenário e pede novamente sua saída?
Já fiz isso. E já tenho a resposta de que ele não vai sair. Ele tem o apoio do Lula. O Lula é o homem da intimidade de Renan, Sarney e Jader Barbalho. Dois renunciaram à presidência do Senado e outro (Sarney) está nesta situação.
O senhor se sentiu humilhado em plenário?
Como vou me sentir humilhado por esses cidadãos? Quem são eles? O que eles representam? O que passou e que não tinha que voltar. Um passado triste. Renan é a faixa mais negra da história deste Congresso. Collor é uma pessoa que sofreu uma cassação.
O Renan fez a ligação do senhor com uma empresa chamada Porto do Sol. O que é Porto do Sol?
É uma empresa cópia do Banco do Povo de Bangladesh, é uma grande entidade no Rio Grande do Sul. Num período, um filho meu, em nome do governo, foi diretor do banco, que dá dinheiro pequeno para microempresa. Mas não há irregularidade.
Onde começou sua desavença com o presidente Sarney?
Quando fui contra a candidatura dele à Vice-Presidência da República. O Tancredo Neves estava no quarto do hospital de Base, em 14 de março de 1985 (um dia antes da posse), perguntamos o que fazer ao dr. Ulysses Guimarães. E chegou o general Leônidas (ministro do Exército, levado por Sarney). O general disse que Sarney deveria assumir. Eu comecei a falar e dr. Ulysses não deixou eu falar e confirmou o Sarney. Aí foram embora Sarney e o general. Nós ficamos no quarto, e dr. Ulysses disse que estava tudo preparado há meses e que o general Leônidas estava comandando tudo. E o Sarney assumiu.
O senhor disse que foi um golpe.
Sim, um GOLPE, claro que foi. Deu golpe e virou presidente. E nós calamos a boca. O Tancredo não tinha assumido, não era presidente. Quem tinha de assumir era o presidente Congresso.

(De o Estado de S. Paulo)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Parece que o povo começa a ter coragem de exigir a saída do coronel pela força das ruas.

04/08/2009 - 16h06

GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília

Um grupo de manifestantes da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) invadiu nesta terça-feira o plenário do Senado com uma faixa com os dizeres "Fora Sarney" na defesa pela saída do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), do comando do Senado.
Os protestantes também usavam máscaras cirúrgicas com os mesmos dizeres. Como o regimento do Senado não permite manifestações dentro do plenário, os trabalhadores foram retirados à força pela Polícia Legislativa.
A faixa foi arrancada das mãos dos manifestantes, que foram conduzidos pela polícia para fora do local. Alguns ainda tentaram entrar em confronto com os policiais, mas foram contidos.
Sarney não estava na presidência da Casa no momento do tumulto. O senador Adelmir Santana (DEM-DF), que presidia a sessão, pediu para que a polícia tomasse as providências para coibir a manifestação. Alguns senadores intercederam em favor dos manifestantes, como Arthur Virgílio (PSDB-AM).
"O regimento não prevê manifestações, mas também não prevê violência", disse. Os manifestantes deixaram o plenário aos gritos: "Ão, ão, ão, abaixo à repressão. Fora Sarney".
Um dos sindicalistas, Geraldo Jesus Santos, criticou o que chamou de truculência da Polícia Legislativa. "Protestamos em silêncio e fomos reprimidos pela polícia."

Senadores se unem pelo senado, contra o que de pior tem na política brasileira(Sarney, Renan, Collor, Weligton Cabeleira, que time ruim.)

Crise no Senado

Partidos reagem com ato pelo afastamento
4 de agosto de 2009

Senadores do DEM, PT, PSDB, PDT e PSB que defendem o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado reagiram à ofensiva promovida pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-DF) e pretendem unir forças para obrigar o Sarney a se afastar da presidência do Senado. Em reunião que terminou no começo da tarde desta terça-feira, os líderes desses partidos decidiram pressionar pela saída de Sarney do comando do Senado.
VEJA TAMBÉM

Infográfico:
Os rolos de Sarney e seus parentes


Sarney:
Senador teria discurso para ler nesta terça


Torres:
Bancadas tentam acordo para afastamento


Agripino:
Sarney perdeu condição de presidir Casa


REVISTAS ABRIL
MAIS INFORMAÇÕES

Desta vez, contudo, a estratégia não será baseada em discursos individuais, mas sim por meio de nota, assinada pelas cinco legendas, que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), apelidou de "frente pela dignidade do Senado". O fechamento do acordo depende ainda do consentimento do senador Antonio Carlos Valladares (PSB-SE) e de uma decisão do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), que deverá consultar a bancada. Com o sinal verde de ambos, o texto deverá ser divulgado.
Na segunda-feira, Collor e Calheiros engrossaram o discurso em defesa a Sarney e trocaram acusações com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), quando o parlamentar gaúcho pediu a renúncia de Sarney do comando da Casa. Calheiros disse que o parlamentar gaúcho acusava José Sarney neste momento porque ainda era ressentido por não ter sido indicado pelo PMDB para ser vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, em 1984, quando Sarney foi indicado em seu lugar.
Collor chegou a pedir que Simon "engolisse as palavras", quando o gaúcho citou um evento de sua trajetória política. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), disse que a atitude dos senadores que apoiam Sarney foi "condenável". "O Brasil merece o respeito à figura do senador Pedro Simon", disse Guerra. "Não ameaçamos ninguém, e não aceitamos ameaça de ninguém. Isso não é conversa de democrata, é conversa de mafioso", completou, sobre o bate-boca no plenário.
Na avaliação de Arthur Virgílio (AM) a "radicalização" dos discursos de Calheiros e Collor "foi um tiro no pé". "Foi um grande tiro pela culatra, não podia ter sido um tiro mais certeiro no pé. A opinião pública toda assistiu e percebeu que era a briga entre os 'the bads' e os 'the goods'". O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu que a cena provocou constrangimento e disse que a crise tem de ser discutida no Conselho de Ética, e não com bate-boca no plenário.
(Com Agência Estado)

Veja como se monta uma quadrilha

Leia a íntegra do inquérito sobre Fernando Sarney

Investigações da Polícia Federal apontam formação de quadrilha, tráfico de influência e crimes o contra o sistema financeiro nacional. Relatório da Operação Boi Barrica inclui conversas telefônicas e mensagens eletrônicas dos envolvidos
O inquérito da Operação Boi Barrica, rebatizada como Faktor, foi aberto pela Polícia Federal no início de 2007. Em 2006, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi notificado de uma grande movimentação de dinheiro em espécie nas contas das empresas da família Sarney às vésperas das eleições ao governo do Maranhão, disputadas por Roseana Sarney (PMDB).
Com base nessa informação, os policiais começaram a analisar as movimentações financeiras da empresa São Luís Factoring, sediada no endereço do grupo de comunicação Mirante, pertencente à família e dirigida por Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Em meio às investigações, a Polícia Federal acusa Fernando de cometer formação de quadrilha, crime contra a administração pública e crimes contra o sistema financeiro nacional. Existiu, segundo a PF, tráfico de influência de pessoas ligadas a Fernando Sarney para interferir em obras e projetos na empresa de ferrovias Valec, na Eletrobrás e na Petrobras.
Leia a íntegra do documento
Parte 1 – IntroduçãoNesse trecho, os delegados Márcio Anselmo e Thiago Monjardim mostram o início da investigação sobre a São Luís Factoring. Eles questionam o fato de a empresa de fomento mercantil servir apenas para antecipação de capital de giro do próprio grupo Mirante de Comunicação. Para os policiais, não há sentido em uma empresa de factoring ter como único cliente o grupo que a controla.
Parte 2 – Da organização criminosaNesse trecho, a Polícia Federal acusa Fernando Sarney de ser o chefe de uma organização criminosa, conceito aceito no Brasil por força da Convenção de Palermo, em 2000, na Itália.
Parte 3 – Das atividades na área de energiaNesse trecho, a Polícia Federal mostra interceptações de telefonemas e mensagens de correio eletrônico de pessoas ligadas à família Sarney, como o ex-ministro das Minas e Energia Silas Rondeau e o diretor financeiro da Eletrobrás, Astrogildo Quental. Segundo os policiais, os aliados de Fernando Sarney usam sua influência para "beneficiar os negócios do grupo" do filho do presidente do Senado, José Sarney.Nesse trecho ainda, o relatório descreve as atividades de Aluízio Guimarães Filho, que, para a PF, é o responsável pelo vazamento ilegal das investigações à família Sarney.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

AGUARDEM EM BREVE UM ARTIGO DE REGINALDO TELLES.

Para mim será um orgulho publicar toda semana um artigo deste maranhense que orgulha a todos nós, homem de forte sentimento nacionalista, defensor da ética e que colocou toda sua vida a serviço de uma sociedade mais justa e igualitária. Jornaista e advogado, porém com grande vocação para homem da terra e de culturas indígenas...... aguadem depois falo mais dele e de sua vida, já que me sinto suspeito, afinal ele é meu pai o que me orgulho muito.

A PALAVRA DE JACKSON LAGO, este sim é um homem público com seriedade e compromisso social.

Palavra de Jackson
Cem dias de volta ao atraso

O governo ilegítimo da senhora Roseana Sarney Murad ultrapassou a marca dos cem dias. Nesse período, a população assistiu estarrecida a repetição daquilo que foi a marca registrada das administrações anteriores dessa senhora: a propaganda maciça, principalmente através da televisão, das intenções do governo. Essas intenções, no entanto, nunca se concretizam em ações ou em obras.
Nos cem dias agora completos, o Maranhão viveu o drama das enchentes, em níveis nunca vistos, e cujas consequências até hoje perduram. Cerca da metade dos municípios maranhenses decretaram situação de emergência em seus territórios. Como o governo estadual agiu? Depois de exigir que o governo federal enviasse um bilhão de reais de ajuda, posou para as câmeras e voltou para o conforto de seus palácios, abandonando os atingidos à própria sorte. Além do mais, surrupiou dos municípios recursos que haviam sido transferidos legal e legitimamente por meu governo às administrações municipais e que seriam utilizadas em obras anteriormente previstas, mas que poderiam minorar o sofrimento das populações afetadas pelas cheias.
Mas, os cem dias agora transcorridos significam, também, a interrupção de um caminho que vinha tirando o Maranhão do atraso que 40 anos de poder oligárquico o haviam mergulhado. Não vou me referir sequer a áreas mais visíveis, como Educação, Saúde ou Infraestrutura, nos quais houve consideráveis avanços, que os governantes de hoje pretendem desconsiderar ou desconstruir.
Falo, por exemplo, da área da Segurança Cidadã, trabalho que vinha sendo elogiado nacionalmente, pelos avanços que vinham sendo conquistados pouco a pouco, apesar da sórdida campanha levada a efeito pelo sistema de mentira implantado pela oligarquia. Toda e qualquer ação dos bandidos era amplificada ao máximo pelos meios de comunicação da oligarquia, que diziam que com eles no governo as coisas seriam diferentes. E estão sendo: o número de crimes aumentou enormemente, em especial aqueles mais violentos. E o próprio secretário da área desconhece os avanços nacionais: na Conferência realizada há poucos dias (Conseg), o secretário mostrou sua ignorância quanto ao Programa Nacional de Segurança com Cidadania, o Pronasci.
Falo, também, da área da Assistência Social. A gestora que havíamos nomeado ajudou a formular a política nacional para a área, e vinha de uma experiência exitosa à frente da Secretaria Municipal de São Luís. Hoje, os avanços que conquistamos e os técnicos que formamos estão sendo desperdiçados.
E posso falar, ainda, da Cultura. Promovemos a democratização e a interiorização das ações nessa área, prestigiando as manifestações das mais diversas regiões. Da mesma forma que na Assistência Social, a política cultural nacional teve contribuição do secretário que havíamos nomeado. A população e os prefeitos já sentiram a diferença entre os festejos juninos deste ano e os ocorridos nos anos anteriores...
Poderíamos nos estender indefinidamente para mostrar que, na verdade, estes cem dias foram uma volta ao atraso. Mas, o espaço que temos não nos permite. A população, no entanto, sabe. Sente diretamente na pele a mudança no estilo de governar. E, ao contrário de antes, sabe que as coisas podem ser mudadas. A propaganda maciça, que iludia as multidões, não tem mais a força que possuía.
O Maranhão mudou.

Fundação José Sarney - é usada para lavagem de dinheiro oficial.

Fundação Sarney é acusada de novo desvio


HUDSON CORRÊARODRIGO VARGASda Folha de S.Paulo

Documentos do Ministério Público Estadual apontam suposto desvio de dinheiro do governo do Maranhão pela Fundação José Sarney em 2004, quando a entidade recebeu R$ 960 mil do Estado.
A suspeita recai sobre uma empresa de instalação elétrica chamada Quintec que, segundo o Ministério Público, recebeu R$ 48,5 mil da fundação, ou seja, parte do dinheiro repassado pelo governo.
Aliados dizem que recesso agravou situação de Sarney no SenadoPMDB pede para dissidentes deixarem partido "o quanto antes"Servidores do Senado usam verba de fundo sem licitação
O endereço da Quintec é o da casa da pedagoga Conceição de Maria Martins Pereira, vice-presidente da Abom (Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês), entidade que tem o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), como "presidente de honra e perpétuo". Sarney também é presidente vitalício da fundação que leva seu nome e foi criada para abrigar o acervo da carreira política e pessoal dele, mas nega ter responsabilidade sobre ela.
Na casa em que funcionaria a Quintec, uma moradora informou que não há no local nenhuma empresa. Conceição não estava no local.
José Carlos Sousa Silva, presidente da Fundação José Sarney, não quis falar com a reportagem. Em nota divulgada nesta semana, ele negou irregularidade nas contas da entidade.
Criada por Sarney, a fundação já era investigada por suposto desvio de R$ 1,34 milhão da Petrobras repassado de 2005 a 2008. Surgiu agora a suspeita de que isso ocorreu também com verba estadual.
A fundação recebeu dinheiro do governo do Maranhão para preservação e divulgação do acervo de livros e do museu.
O Ministério Público tabulou os pagamentos feitos pela fundação com a verba. Na relação, aparece que a Quintec recebeu pagamentos mensais de R$ 5.000 a R$ 6.000 em 2004, totalizando os R$ 48,5 mil.
Conforme a promotora Sandra Lúcia Mendes Alves Elouf, a fundação empregou os R$ 960 mil recebidos do governo para bancar despesas administrativas, o que, segundo ela, é uma irregularidade.
Os promotores Marcos Valentim e João Leonardo Leal vão investigar agora a suspeita de desvio de recursos. Eles disseram que podem pedir na Justiça a restituição do dinheiro ao governo do Maranhão.
A promotora ainda questiona o repasse de R$ 198 mil em 2004 da fundação para a Abom. Ela diz que o dinheiro público foi usado para manter uma associação privada.
O presidente da Abom, Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho, afirmou à reportagem que não falaria sobre o caso da empresa Quintec e o repasse da fundação. Raimundo Nonato é funcionário do gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA), filho e suplente de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia e aliado do presidente do Senado.
A Folha foi duas vezes à casa em funcionaria a Quintec, mas Conceição não estava. Na Abom informaram que ela também não se encontrava.
A Fundação Sarney funciona no prédio do antigo Convento das Mercês, doado à entidade pelo Estado do Maranhão.

sábado, 1 de agosto de 2009

ACABOU S A R N E Y: Pede pra sair, pede pra sair, pede pra sair...

IMPRENSA SOB CENSURA 1 – ACABOU, SARNEY! É O FIM DA LINHA!
sábado, 1 de agosto de 2009 4:39

O desembargador Dácio Vieira é o primeiro à esquerda na foto; na ponta direita, está o senador Renan Calheiros. A seu lado, o notório Agaciel Maia, que sorri ao lado de Sarney. Estão acompanhados de Ângela, mulher de Dácio, e Sânzia, mulher de Agaciel. O que eles fazem ali? Estamos no dia 10 de junho, na festa de casamento de uma filha de Agaciel, que — ATENÇÃO! — já havia sido afastado do Senado justamente por causa dos atos secretos. Sarney foi padrinho. É aquela festa em que se tocou a música-tema de O Poderoso Chefão.
Acabou! É o fim da linha para o senador José Sarney (PMDB-AP). E esse fim não poderia ser mais melancólico. Apelar à censura prévia à imprensa (ver post abaixo), a exemplo dos melhores tempos da ditadura, foi a única forma que encontrou para tentar “esfriar” o noticiário. Mas não esfria. Aquece-o com a desonra. Defendi, como sabem, desde o primeiro momento, que ele renunciasse à presidência do Senado. Agora, creio que deveria renunciar ao mandato, retirando-se para a sua ilha particular no Maranhão, onde poderá se dedicar à meditação e às suas memórias.
Quis o destino que um dos homens do antigo regime, que rompeu com a ditadura militar para fazer a transição democrática, voltasse ao começo. Sarney não pode mudar o seu passado; o Estadão não pode deixar de noticiar o que sabe. Restou ao senador, por meio de um dos filhos, acordar aquele coração de velho prócer da ditadura e apelar à censura à imprensa.
O desembargador, como vocês podem ler abaixo, alegou que o processo está sob sigilo de Justiça, e, pois, a imprensa nada pode noticiar a respeito. Não? Escrevi anteontem aqui, vocês devem se lembrar, um post chamado A IMPRENSA E O SIGILO - NOTAS DE DEONTOLOGIA. Entre outras coisas, escrevi ali (em azul):
Eu sou contrário a qualquer limite à publicação de material apurado pela imprensa que conste de processos em andamento. As razões são simples, e os argumentos dos que querem criar empecilhos à publicação são simplórios.Se um jornalista fica sabendo de informações de um processo que estão sob sigilo de Justiça, isso quer dizer que elas já vazaram. Se ele sabe, outros também saberão. E não lhe compete se tornar uma espécie de guardião de um segredo. O PAPEL DE UM JORNALISTA É PUBLICAR O QUE SABE, NÃO ESCONDER. É claro que me refiro a processos que digam respeito a questões de “interesse público”.Não é ao jornalista que cabe guardar o sigilo. Se, antes dele, houve uma cadeia de autoridades e/ou advogados que não souberam fazê-lo, todos eles passíveis de punição segundo a lei ou um código de ética, que o Estado se encarregue de fazer valer o que está escrito.- A lei garante ao jornalista o sigilo da fonte.- A ética de um jornalista compreende, entre outras coisas, publicar informações que sejam de interesse público.
VoltoA Constituição protege um valor bem maior, que é a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, mormente quando se trata de matéria de interesse público. Uma neta que pede ao avô emprego para o namorado no Senado não se dedica a um ”diálogo íntimo”, a menos que o Parlamento brasileiro tenha sido privatizado pela família Sarney. Um filho que trata com o pai da mobilização de autoridades para tratar do canal de TV da família, do mesmo modo, não cuida de assunto particular. “Ah, mas tudo está sob segredo de Justiça”. Perfeito! Que aqueles que deveriam zelar pela sua guarda sejam responsabilizados caso se chegue a eles. Jornalista não tem nada com isso.
Que condição tem de presidir o Senado e o Poder Legislativo um político que concorre para violar um dos mais sagrados direitos assegurados pelas democracias? A imprensa que Sarney censura agora é a mesma que colaborou ativamente para a transição democrática, que o conduziu ao poder. A história até que tinha lhe reservado um bom lugar. Mas ele optou pela autodestruição. É o que dá se aconselhar com gente como Renan Calheiros (PMDB-AL), que continua a estimular a resistência.
Numa democracia, decisão da Justiça, como já escrevi aqui, se discute e se cumpre. E estou certo de que os advogados do Estadão serão bem-sucedidos em seu recurso. A menos que a Constituição brasileira tenha perdido validade.
Quanto ao desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (ver abaixo quem é ele), dizer o quê? Lamento o entendimento que ele tem de intimidade e de liberdade de imprensa. Lamento mais ainda saber que ele pretende que a imprensa, então, seja a guardiã do sigilo de Justiça, já que ninguém mais é. E olhem que critiquei com azedume o ministro Tarso Genro (Justiça) por ter dito, em tom conformado, que não há mais sigilo. É uma aberração! Das duas uma: ou bem, como autoridade, encaminha o debate para que a lei mude, ou bem estuda maneiras de fazer com que ele realmente valha.
Para tanto, não pode contar com os jornalistas. Jornalista não é juiz, não é promotor, não é policial etc. Não somos — os decentes ao menos — linha auxiliar do Estado.
E atenção! É claro que quando um jornal ou jornalistas são censurados, a ameaça recai sobre todos os profissionais. Já é um clichê, mas vá lá: os sinos — de alerta! — não dobram só por um veículo, mas por todos. Nesse caso, não se trata apenas de uma ameaça potencial: o problema é real. Os demais veículos também estão proibidos de reproduzir reportagens do Estadão ou dados colhidos nas suas apurações relativas ao caso. Optou-se pela censura ampla, geral e irrestrita.
Adeus, Sarney! Ainda que continuasse presidente do Senado, não presidiria mais nada! O terceiro mandato o devolveu, literalmente, à sua natureza primitiva.
PS: Caros, vocês sabem o que dá e o que não dá para publicar em comentários. Não me obriguem a cortar o que vocês escrevem, especialmente porque eu certamente saberei que vocês estão certos. Mas é preciso acertar também o tom, por maior que seja a nossa indignação. Ah, sim: uma das reportagens da VEJA desta semana, vejam abaixo, mostra o modo como o, digamos, Complexo Sarney de Comunicação noticia a crise para os maranhenses. Chegou a hora de proclamar a República…

Por Reinaldo Azevedo

Imprensa sob censura 2 - Liminar proíbe ”Estado” de noticiar investigação sobre filho de Sarney sábado, 1 de agosto de 2009 4:29

Por Felipe Recondo, no Estadão:

O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o Estado de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
O pedido de Fernando Sarney chegou ao desembargador na quinta-feira, no fim do dia. E ontem pela manhã a liminar havia sido concedida. A decisão determina que o Estado não publique mais informações sobre a investigação da Polícia Federal e proíbe os demais veículos de comunicação - emissoras de rádio e televisão, além de jornais de todo o País - de utilizarem ou citarem material publicado pelo Estado.
Em caso de descumprimento da decisão, o desembargador Dácio Vieira determinou aplicação de multa de R$ 150 mil - por “cada ato de violação do presente comando judicial”, isto é, para cada reportagem publicada. O pedido inicial de Fernando Sarney era para que fosse aplicada multa de R$ 300 mil.
RecursoO advogado do Grupo Estado, Manuel Alceu Afonso Ferreira, avisou que vai recorrer da decisão. “Há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa, principalmente quando esta liberdade se dá em benefício do interesse público”, observou Manuel Alceu. “O jornal tomará as medidas cabíveis.”
O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou que a medida não mudará a conduta do jornal. “O Estado não se intimidará, como nunca em sua história se intimidou. Respeita os parâmetros da lei, mas utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade”, disse Gandour.
“Diálogos íntimos”Os advogados do empresário afirmam que o Estado praticou crime ao publicar trechos das conversas telefônicas gravadas na operação com autorização judicial e alegaram que a divulgação de dados das investigações fere a honra da família Sarney.
“Uma enxurrada de diálogos íntimos, travados entre membros da família, veio à tona da forma como a reportagem bem entendeu e quis. A partir daí, em se tratando de família da mais alta notoriedade, nem é preciso muito esforço para entender que os demais meios de comunicação deram especial atenção ao assunto, “leiloando” a honra, a intimidade, a privacidade, enfim, aviltando o direito de personalidade de toda a família Sarney”, argumentaram os advogados que assinam a ação — Marcelo Leal de Lima Oliveira, Benedito Cerezzo Pereira Filho e Janaína Castro de Carvalho Kalume, todos do escritório de Eduardo Ferrão, que também subscreve o pedido.
As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com a contratação de parentes e afilhados políticos por meio de atos secretos. A decisão do desembargador Dácio Vieira faz com que o Portal do Estadão seja obrigado a suspender a veiculação dos arquivos de áudio relacionados à Operação Faktor.

Por Reinaldo Azevedo

Imprensa sob censura 3 - Ex-consultor do Senado, juiz é próximo da família
sábado, 1 de agosto de 2009 4:27

Por Leandro Cólon e Rodrigo Rangel, no Estadão:

Ex-consultor jurídico do Senado, o desembargador Dácio Vieira, que concedeu a liminar a favor de Fernando Sarney e pôs o Estado sob censura, é do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia. Dácio Vieira foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Cecília, filha de Agaciel, no dia 10 de junho, em Brasília. Na mesma data, o Estado revelou a existência de atos secretos no Senado. O presidente José Sarney (PMDB-AP) foi padrinho do casamento.
Sarney, o desembargador Dácio Vieira e Agaciel aparecem juntos em foto na festa do casamento de Mayanna. A fotografia foi publicada numa coluna social do Jornal de Brasília, três dias após o casamento. Ao lado deles, estava o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
As mulheres de Agaciel, Sânzia Maia, e de Dácio, Ângela, também aparecem na foto.
Em 12 de fevereiro, Sarney compareceu à posse do desembargador na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal.
Em sua passagem pelo Senado, Dácio trabalhou na gráfica da Casa. Lá, foi colega de Agaciel. Foi na gráfica que começou a trajetória de poder de Agaciel no Senado: de lá, pelas mãos de Sarney, em 1995, ele foi guindado ao posto de diretor-geral, onde acumulou superpoderes que culminaram com a edição dos atos secretos, revelados pelo Estado.
Dácio fez carreira no Senado. De acordo com seu currículo, disponível na página do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, ele foi designado em 1986, na condição de advogado, para ocupar o cargo de “titular da Assessoria Jurídica do Centro Gráfico do Senado”. Depois, foi promovido à condição de consultor jurídico da Casa.

Por Reinaldo Azevedo

Imprensa sob censura 4 - Entidades apontam inconstitucionalidade
sábado, 1 de agosto de 2009 4:25

No Estadão:

Inconstitucional. Censura prévia. Essas foram as expressões mais repetidas ontem entre representantes de instituições ligadas à área de imprensa e de defesa do Estado de Direito, em comentários a respeito da decisão judicial que impede o Estado de divulgar informações sobre as investigações que envolvem Fernando Sarney.
O diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, disse que a entidade condena a decisão do juiz Daniel Felipe Machado por se tratar de censura prévia. “Isso é inconstitucional”, afirmou. “A Constituição é muito clara, no sentido de que não se pode censurar previamente nenhum tipo de informação. Trata-se de um princípio fundamental da nossa Constituição e da própria democracia.”
Ainda segundo o representante da ANJ, o jornal deve recorrer e tentar reverter a decisão no Judiciário. “Infelizmente, esse tipo de decisão judicial, determinando censura prévia, tem ocorrido com frequência. Isso não é medida contra os jornais ou os jornalistas. Ela afeta sobretudo o direito do cidadão de ser livremente informado.”
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cézar Britto, também condenou a censura ao Estado. “A censura prévia foi revogada expressamente na Constituição do Brasil, como forma eficaz de impedir a volta do autoritarismo. Não se pode calar a imprensa. Isto bem reconheceu o Supremo Tribunal Federal quando revogou a Lei de Imprensa. A liberdade de expressão dos meios de comunicação é uma obrigação que não pode ser frustrada por decisão judicial”, afirmou.
Para Britto, nem mesmo a justificativa de que estão sendo publicadas transcrições de telefonemas justifica a censura prévia. “Os abusos que porventura sejam cometidos pelos meios de comunicação já têm forma de punição previstas na Constituição, que é a ação por danos morais e punições criminais nos casos de serem violadas normas prevista no Código Penal. Jamais através da censura.”
ACESSO À INFORMAÇÃO
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murilo, também lamentou a frequência com que o Judiciário atendido aos pedidos de censura prévia. “Isso é inconstitucional. Isso é incompatível com o Estado Democrático de Direito”, afirmou. “Essa decisão prejudica o Estado, prejudica dos jornalistas, mas atinge, sobretudo, o cidadão, que tem direito de acesso à informação.”
O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, qualificou a decisão da Justiça de Brasília de absolutamente inconstitucional. “O preceito constitucional não deixa margem a dúvida e é inadmissível que um magistrado, de qualquer instância do Poder Judiciário, atropele o texto constitucional como faz essa liminar que impede O Estado de fazer referência e dar notícias sobre o senhor Fernando Sarney.”

Por Reinaldo Azevedo

Sarney vendeu terra comprada em 2001 de morto em 1996
sábado, 1 de agosto de 2009 4:23

Por Fernanda Odilla e Alan Gripp, na Folha:

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vendeu em 2002 terras compradas um ano antes de um comerciante morto em 1996.Afirmando ser “legítimo possuidor e proprietário”, Sarney negociou o terreno registrado no nome de seu ajudante de ordem Wanderley Ferreira de Azevedo. A área, de 33,88 hectares (equivalente a 33 campos de futebol), é parte do sítio São José do Pericumã, na divisa de Goiás com o Distrito Federal.Segundo registros em cartório de Luziânia (GO) e São Paulo, localizados pela Folha, Wanderley comprou a fazenda em junho de 2001 de Antônio Joaquim de Araújo Mello.Tonho Mello, como era conhecido na região, foi enterrado em em Luziânia, no dia 12 de dezembro de 1996. Sua morte está registrada em certidão de óbito na cidade goiana.O negócio pode configurar a prática de crimes como falsidade ideológica e estelionato. Se uma investigação confirmar que o objetivo era fugir de impostos ou ocultar a origem dos recursos, os envolvidos podem responder também por sonegação e lavagem de dinheiro.Tonho Mello já havia vendido para o senador, no início da década de 1980, outros três terrenos que compõem o Pericumã, cenário de tomada de decisões no período em que Sarney era presidente da República.

Por Reinaldo Azevedo

VEJA 1 - Carta ao Leitor: O fim que deveria ser o começo
sábado, 1 de agosto de 2009 4:21

Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney: mais do que riscar os homens, é preciso cancelar maus usos e péssimos costumes
Uma reportagem publicada nesta edição detalha o que pode ser o derradeiro capítulo do escândalo em torno dos atos secretos do Senado, cujo protagonista, José Sarney, é o mais antigo parlamentar em atividade no Brasil. Com Sarney, serão três os presidentes do Senado que renunciaram depois de naufragarem por falta de respostas convincentes às acusações de “quebra de decoro parlamentar” - eufemismo que embute um arco de maus comportamentos a ferir a ética e dilapidar os cofres públicos, como nepotismo, abuso de poder e corrupção. Foi assim com Jader Barbalho, em 2001, e com Renan Calheiros, em 2007. Nesses dois casos, vendeu-se a falsa impressão de que com a partida dos indivíduos purgavam-se os pecados de todos e, como corolário dela, vingou a ideia de que, tendo a Casa chegado ao fundo do poço da ética, seria inevitável que dali em diante as coisas começassem a melhorar. A realidade encarregou-se de desmanchar a ilusão - ou trapaça.
Tenta-se agora fazer o mesmo em relação ao fim da era Sarney. Não será por isso que os políticos brasileiros de todos os níveis, com as exceções de praxe, passarão a distinguir entre o público e o privado ou ter a mais mínima noção do que seja o interesse nacional. Mas algumas medidas precisam e podem ser tomadas já:
Extinguir o senador sem voto. Os suplentes de senador teriam de se candidatar a esse posto e ser escolhidos individualmente pelo voto. Alternativamente, em caso de vacância do titular, o substituto do senador seria escolhido pelas respectivas Assembleias Legislativas estaduais.
Tornar transparente via internet cada centavo de todos os gastos do Parlamento. Colocar no site os nomes, cargos, salários e benefícios de todos os servidores, bem como seus horários de expediente.
Fazer um corte imediato e drástico no número de funcionários da Câmara e do Senado. Hoje, há 28 funcionários para cada deputado e 119 para cada senador, um abuso sem igual no mundo e sem precedentes na história.
Varrer dos conselhos de ética os integrantes que sejam eles próprios alvo de inquéritos, acusações de nepotismo ou réus de ações penais. Hoje, 70% deles o são.
Talvez seja impossível, no curso de uma geração, fazer com que práticas fisiológicas e coronelistas seculares passem a ser vistas com o estranhamento mental e a repulsa moral necessários à boa política. A adoção imediata das medidas acima, porém, seria um primeiro passo na direção da solução cabal para as bandalheiras - que só virá quando aqueles senhores tiverem vergonha na cara.

Sarney avisa ao governo que entrega os pontos, NA VERDADE É O BRASIL INTEIRO QUE QUER QUE ELE SAIA, E SEJA CASSADO.

Sarney avisa ao governo que entrega os pontos

Veja

A RENDIÇÃO DO ÚLTIMO CORONEL O senador José Sarney lutou muito, mas não conseguiu vencer os fatos. Ao decidir disputar a presidência do Senado, em fevereiro passado, acreditava que o cargo era uma garantia de imunidade para ele e a família – àquela altura já investigada pela Polícia Federal por suspeita de uma multiplicidade de crimes. A visibilidade, porém, teve efeito contrário e acabou colocando o mais longevo dos políticos brasileiros no centro de uma devastadora crise no Congresso. José Sarney, o último dos coronéis, rendeu-se diante de tantos escândalos. Na semana passada, o senador disse ao presidente Lula que está cansado e que resolveu deixar o cargo.
"Não aguento mais. Vou negociar uma saída", afirmou, de acordo com um interlocutor privilegiado do presidente. A conversa aconteceu na segunda-feira, pelo telefone, quando Lula ligou para saber notícias sobre o estado de saúde de Marly Sarney, esposa do presidente do Senado, que se recupera de uma cirurgia em São Paulo. Sarney, de acordo com o relato feito por Lula, estava abatido, disse que não conseguia dormir havia dias e se culpava pelo estado de saúde da mulher, que sofrera um acidente doméstico, fraturando o braço e o ombro. Nos às vezes tortuosos códigos da política, desabafos como o do senador Sarney podem ser interpretados como um simples blefe, uma ameaça velada ou até chantagem de alguém em busca de proteção. Não é o caso. Desde o início da crise, Lula se empenhou pessoalmente na defesa de Sarney, sem nenhum pudor, a ponto de causar constrangimentos ao seu partido, quando desautorizou publicamente o líder do PT, senador Aloizio Mercadante, que havia pedido o afastamento do presidente do Congresso. Depois da conversa telefônica com José Sarney, porém, Lula mudou completamente o tom. Antes disposto a sacrificar um pouco da própria popularidade em troca de um punhado de votos no Congresso e de uma provável aliança com o PMDB na campanha eleitoral de 2010, o presidente vislumbrou a hora de mudar o discurso. Sarney? "Não é um problema meu.
Não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem para senador. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem de decidir se ele fica presidente é o Senado", disse Lula em entrevista, recolhendo a boia. Jamais, portanto, poderá ser acusado de ter associado sua credibilidade à tentativa de manter no cargo um presidente do Congresso envolvido em nepotismo, desvio de dinheiro, contas no exterior... E, daqui a alguns dias, Lula pode, quem sabe, invocar até uma conveniente crise de amnésia: Sarney? Que Sarney?... O presidente, o PMDB e seus aliados já começaram a discutir o futuro do Senado pós-Sarney, mas muito distante daquele que deveria ser o ponto de partida. Lula, por exemplo, está preocupado com questões mais práticas, como a sucessão. Trabalha para que Sarney renuncie, o que obrigaria o Senado a convocar novas eleições em cinco dias, evitando que a Casa ficasse sob o comando do vice-presidente, Marconi Perillo, do PSDB. O PMDB, republicano como sempre, quer continuar com a presidência, mas tem dificuldades em encontrar um candidato que seja da absoluta confiança do partido e que tenha a ficha limpa – missão aparentemente impossível. Sarney é o quarto político que presidiu o Senado nos últimos dez anos a cair em desgraça. Antes dele, Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros passaram por processos idênticos, o que mostra que o problema principal nunca foi enfrentado. "O Senado vive uma crise institucional provocada pela falta de ética, pela complacência com o uso indevido dos recursos públicos e pela falta de transparência", analisa o cientista político Lúcio Rennó, da Universidade de Brasília. "Não adianta apenas mudar os nomes. É necessária uma mudança radical nas práticas." A questão é que isso não interessa a quem deveria promover as mudanças – e os escândalos envolvendo o senador José Sarney explicam por quê. A família Sarney sempre teve um apreço especial pelo setor energético, feudo do clã há pelo menos duas décadas. Além de dividendos políticos, o controle do setor proporciona outras vantagens. A Fundação José Sarney, criada pelo senador no Maranhão, é acusada de desviar dinheiro de um convênio com a Petrobras. O Instituto Mirante, ONG presidida pelo filho-problema Fernando Sarney, recebeu recursos da Eletrobrás para financiar projetos culturais no estado – parte desviada para contas de empresas da família.
Fernando Sarney é o mesmo empresário que fez bons negócios na década de 80 vendendo postes de luz à estatal de energia do Maranhão ao mesmo tempo em que presidia a empresa por indicação do pai. A incursão mais recente e enrolada dos Sarney no campo energético ocorreu em Santo Amaro, no interior do estado. Lá, a Petrobras descobriu um manancial de gás natural. Há três anos, com a valorização do gás no mercado internacional, a Agência Nacional do Petróleo decidiu licitar a área para exploração. Antes que isso acontecesse, porém, o senador José Sarney tomou posse do local. Tomou posse, explique-se, porque há indícios de que houve grilagem de terras e estelionato – tudo coincidentemente conjugado com decisões de órgãos federais do setor energético comandados por pessoas ligadas a Sarney. Só lá Sarney é santo "Maranhenses desconfiam da ida do homem à Lua", anunciava, no dia 20 passado, uma manchete no site da TV Mirante. A afiliada da Rede Globo pertence ao grupo de comunicações da família do senador José Sarney (PMDB). O conglomerado inclui as principais retransmissoras de TV do estado, quase duas dezenas de estações de rádio e o jornal diário de maior circulação, O Estado do Maranhão. Nas últimas semanas, todo esse aparato de comunicação - com uma forcinha de afiliadas locais do SBT ligadas ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão - dedica-se a esconder dos maranhenses os rolos de José Sarney com nepotismo, conta no exterior, desvio de dinheiro público e tráfico de influência. É mais fácil acreditar que o homem nunca pisou na Lua.
O Estado do Maranhão vai às bancas com uma versão peculiar da realidade. Nela, Sarney é uma espécie de santo martirizado pela "mídia paulista", pela oposição no Congresso, pelo Ministério Público e pelas pessoas que vazaram as gravações telefônicas, feitas pela Polícia Federal, entre o senador e seus parentes. O jornal diz que tudo não passa de manipulação política e pede rigor na investigação de quem passou os grampos à imprensa. Quando não dá para ser ainda mais servil, O Estado simplesmente muda de assunto. Sempre que possível, as manchetes exaltam as manifestações de apoio a Sarney, para passar a impressão de que toda a população maranhense é unânime na crença de que o político é vítima de uma campanha para tirá-lo da presidência do Senado e, assim, atingir o governo Lula. VEJA tentou entrevistar o diretor do jornal, Ribamar Corrêa. Mas ele se negou a falar. No Maranhão, 90% dos meios de comunicação do estado estão nas mãos de grupos políticos. Infelizmente, não se trata de exceção. Fora dos grandes centros econômicos do Sul e do Sudeste, praticamente inexiste uma imprensa regional independente e isenta. Estima-se que quase três centenas de governadores, prefeitos e parlamentares sejam donos de veículos de comunicação no Brasil. E o que é pior: a Constituição não permite que deputados federais e senadores sejam sócios de empresas concessionárias de serviço público. Ou seja, eles são proibidos de ter rádios e TVs, sob o risco de perderem o mandato. A regra é ignorada sem solenidade. Quando muito, os políticos colocam as empresas no nome de parentes e laranjas ou assinam um termo "licenciando-se" da gestão de seus negócios de comunicação. Como se isso evitasse que o conteúdo do noticiário obedecesse a seus interesses. Dos oitenta deputados federais e senadores com outorgas de rádio e TV, dois terços são das regiões Norte e Nordeste. No Maranhão, as empresas dos Sarney e de Edison Lobão não são as únicas controladas por políticos. O grupo detentor das afiliadas da Rede Record e de algumas emissoras de rádio tem entre seus sócios o deputado federal Roberto Rocha (PSDB), inimigo dos Sarney. Na disputa pelo posto de o segundo maior jornal em São Luís estão O Imparcial, dos Diários Associados, um grupo nacional sem ligação direta com políticos locais, e o Jornal Pequeno, alinhado com qualquer liderança que se oponha aos Sarney.
Em ambos, noticiam-se os escândalos recentes. Incapaz, portanto, de controlar todas as informações que chegam aos seus súditos, Sarney contratou uma equipe de quinze jornalistas recém-formados para inundar a internet - principalmente sites e blogs do Maranhão - com comentários positivos a seu respeito. Em outra tentativa de contrapor-se ao inevitável, na última sexta-feira, em seu artigo semanal na Folha de S.Paulo, o senador reclamou da falta de uma "lei de responsabilidade da mídia" e se diz vítima de "tortura moral". É mesmo como acreditar que o homem não foi à Lua.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sarney cobra de seus apadrinhados liminares na justiça.

Juiz que determinou censura é próximo de Sarney e Agaciel
Ele foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em 10 de junho
Leandro Cólon e Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Ex-consultor jurídico do Senado, o desembargador Dácio Vieira, que concedeu a liminar a favor de Fernando Sarney , é do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia. Foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em 10 de junho, em Brasília. Na mesma data, o Estado revelou a existência de atos secretos na Casa.

Desembargador Dácio Vieira; sua mulher Angela; a mulher de Agaciel, Sanzia; José Sarney; Agaciel Maia; e o senador Renan Calheiros no casamento da filha de Agaciel. (Foto: Reprodução)

Veja também:
Justiça censura Estado e proíbe informações sobre Sarney
Nas páginas do Estadão, a luta contra a censura
Censura não intimidou em 68 e jornal foi apreendido

O presidente José Sarney (PMDB-AP) foi padrinho do casamento. Ele, o desembargador e Agaciel aparecem juntos numa foto na festa de Mayanna publicada em uma coluna social do Jornal de Brasília em 13 de junho. As mulheres de Agaciel, Sânzia Maia, e de Dácio Vieira, Ângela, também estão na foto.

Em 12 de fevereiro, Sarney já havia comparecido à posse de Dácio Vieira na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal. Antes de se tornar magistrado, Dácio Vieira fez carreira no Senado.

De acordo com seu currículo, no site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, ele foi designado em 1986, na condição de advogado, para ocupar o cargo de titular da Assessoria Jurídica do Centro Gráfico do Senado. Depois, foi promovido para consultor jurídico da Casa.

O currículo diz que, por designação especial, ele esteve à disposição da presidência da Casa, com atuação na consultoria-geral. Sua atuação: "Encaminho de informações e razões de defesa em ações judiciais de interesse da instituição, havendo registro, à época, deste proceder, por parte da presidência da Casa, senador Mauro Benevides (Biênio de 1990/1991)."

Natural da cidade mineira de Araguari, ele tomou posse como desembargador do TJ-DF em maio de 1994. Entrou em vaga do quinto constitucional, como representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Integrou duas vezes a lista tríplice de candidatos a vaga de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Justiça censura o Estadão e proíbe informações sobre o Sarney.

Justiça censura Estado e proíbe informações sobre Sarney
Gravações em áudio proibidas revelaram ligações do presidente do Senado com os atos secretos da Casa

BRASÍLIA - O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal o Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o Estado sob censura, foi feito pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Veja também:
Nas páginas do Estadão, a luta contra a censura
Censura não intimidou em 68 e jornal foi apreendido

O pedido chegou ao desembargador na quinta-feira, no fim do dia. E na manhã desta sexta-feira, 31, a liminar havia sido concedida. A decisão determina que o Estado não publique mais informações sobre a investigação da Polícia Federal e proíbe os demais veículos de comunicação - emissoras de rádio e televisão, além de jornais de todo o País - de utilizarem ou citarem material publicado pelo Estado.

Em caso de descumprimento, o desembargador Dácio Vieira determinou aplicação de multa de R$ 150 mil por "cada ato de violação do presente comando judicial", isto é, para cada reportagem publicada. O pedido inicial de Fernando Sarney era para que fosse aplicada multa de R$ 300 mil.

O advogado do Grupo Estado, Manuel Alceu Afonso Ferreira, vai recorrer da decisão. "Há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa, principalmente quando esta liberdade se dá em benefício do interesse público", observou Manuel Alceu. "O jornal tomará as medidas cabíveis."

O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou que a medida não mudará a conduta do jornal. "O Estado não se intimidará, como nunca em sua história se intimidou. Respeita os parâmetros da lei, mas utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade", disse.

Diálogos íntimos

Os advogados do empresário afirmam que o Grupo Estado praticou crime ao publicar trechos das conversas telefônicas gravadas na operação com autorização judicial e alegaram que a divulgação de dados das investigações fere a honra da família Sarney.

"Uma enxurrada de diálogos íntimos, travados entre membros da família, veio à tona da forma como a reportagem bem entendeu e quis. A partir daí, em se tratando de família da mais alta notoriedade, nem é preciso muito esforço para entender que os demais meios de comunicação deram especial atenção ao assunto, ‘leiloando’ a honra, a intimidade, a privacidade, enfim, aviltando o direito de personalidade de toda a família Sarney", argumentaram os advogados que assinam a ação - Marcelo Leal de Lima Oliveira, Benedito Cerezzo Pereira Filho e Janaína Castro de Carvalho Kalume, todos do escritório de Eduardo Ferrão.

As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com a contratação de parentes por meio de atos secretos. A decisão faz com que o portal Estadão seja obrigado a suspender a veiculação dos arquivos de áudio relacionados à operação.

"Inconstitucional"

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, disse que a decisão da Justiça é "absolutamente inconstitucional" e citou o parágrafo 2º do artigo 220 da Constituição Federal que "declara de forma expressa e incisiva que é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística".

"O preceito constitucional não deixa margem a dúvida e é inadmissível que um magistrado de qualquer instância do Poder Judiciário atropele o texto constitucional como faz essa liminar que impede o Estado de S. Paulo de fazer referência e dar notícias sobre o senhor Fernando Sarney".

Azedo lamentou ainda que decisões aconteçam e estimulem decisões da mesma natureza. "O Poder Judiciário do Estado da Bahia proibiu hoje o jornal A Tarde de sequer mencionar o nome de um juiz ao qual o jornal fazia citações da prática de irregularidades". Segundo o presidente da ABI, os juízes devem estar atentos de que "não estamos mais vivendo a ditadura".
Tags: Sarney, Gravações de Sarney, Crise do Senado, Grupo Estado

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Esportes conquistam MEDALHAS DE OURO e nossos políticos “MEDALHA DA VERGONHA"

Esportes conquistam MEDALHAS DE OURO e nossos políticos “MEDALHA DA VERGONHA”

Eduardo Telles (Professor de Educação Física)

Há 27 anos o Brasil conquistava sua 1ª medalha de ouro na natação em mundiais com Ricardo Prado na prova de 400 metros medley e nesta tarde o nosso nadador César Cielo ganha a sua para nosso país, foi na prova dos 100 metros livre com recorde mundial. É um orgulho a todos nós brasileiros bem diferentes dos nossos políticos que conquistam todos os dias as “MEDALHAS DA VERGONHA”. Veja este time, Sarney, Renan, Collor de Mello, Jader Barbalho, Wellington Salgado e como capitão nosso presidente LULA.
Vejam as provas que eles ganham para nosso país:
1. ATOS SECRETOS(SARNEYZADA);
2. CRIMES DA PENSÃO(RENAN);
3. CASSAÇÃO DE COLLOR
4. PRIVATIZAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS E ESPAÇOS PUBLICOS EM BENEFÍCIOS PRÓPRIOS;
5. O DISTRAÍDO SARNEY RECEBE EM SUAS CONTAS R$ 3.800,00 E NÃO SABIA;
6. SUPER DISTRAÍDO, ESQUECE DE DECLARAR UMA MANSÃO DE 4 MILHÕES A JUSTIÇA ELEITORAL;
7. MANDA SEGURANÇAS PARA SUA CASA EM SÃO LUÍS( mas ele não mora no Amapá);
8. EMPREGOU DUAS SOBRINHAS, CUNHADA, IRMÃO, NETO E MAIS E MAIS FAMILIARES;
9. MANTEM CONTAS NO EXTERIOR E NÃO CONSEGUE EXPLICAR;
10. MANTEM EMPRESAS NO SENADO PARA BENEFICIAR O FILHO DO SEU FILHO DEP. FEDERAL SARNEY FILHO PARA EXPLORAR O POBRE SERVIDOR PÚBLICO DO SENADO;
11. FAZ O SENADO PAGAR O MORDOMO DE ROSEANA R$ 12.000,00;
12. ABRE A CASA DO SENADO PARA OS AMIGOS DE ROSEANA JOGAR BARALHO E AINDA PAGA AS SUAS PASSAGENS;
13. USA O SENADO PARA PROTEGAR MAIS UM MELIANTE DA FAMÍLIA, FERNANDO SARNEY INDICIADO PELA POLÍCIA FEDERAL;
14. USA O CONVENTO DAS MERCÊS PARA LAVAGEM DE PATROCÍNIOS FEDERAIS EM EMPRESAS ESTATAIS QUE COMANDA(Petrobrás, Eletrobrás , Caixa, Banco do Brasil, Ministério da Minas e Energia);
15. USA O SENADO PARA INFLUENCIAR O TSE (os grampos ainda vão mostrar) NA CASSAÇÃO DOS GOVERNADORES DO MARANHÃO E DA PARAIBA.
Enquanto isso os nossos esporte dão uma demonstração de amor a nação na defesa de seus verdadeiros sentimentos, estamos sim como que de alma lavada dando um exemplo a esta camarilha de políticos safados e desonestos que é possível SER ÉTICO, SER HONESTO, mantém junto a nossa juventude de que nem tudo está perdido. Este time de políticos só leva a imagem de nossa nação para o “PODIUM DA LAMA” o esporte brasileiro mantém a alto estima do povo brasileiro em alta, há se não fosse O ESPORTE NACIONAL.
VEJAM ALGUMAS DAS NOSSAS CONQUISTAS:
· BRASIL OURO NA NATAÇÃO E RECORDE MUNDIAL COM CÉSAR CIELO;
· BRASIL PRATA COM FELIPE FRANÇA;
· BRASIL BRONZE COM POLIANA OKIMOTO;
· BRASIL GANHA E SE IGUALA A ITÁLIA NA LIGA MUNDIAL DE VOLEIBOL OITO (8) TÍTULOS
· BRASIL CAMPEÃO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES DE FUTEBOL
· BRASIL É OURO COM DIEGO HIPÓLITO NA GINÁSTICA;
· BRASIL É O MÁXIMO NO FUTSAL COMANDADO POR FALCÃO;
Povo brasileiro vamos nos indignar com as raposas que dão o mau exemplo na vida do brasileiro, vamos gritar bem alto, vencer sem roubar é possível, é possível SER ÉTICO, é possível SER HONESTO, exemplos de “ATLETAS DA CORRUPÇÃO” como este time (Sarney, Renan, Collor de Mello, Jader Barbalho, Wellington Salgado, e com LULA de capitão) precisa ser banido da vida brasileira É POSSÍVEL TER ESPERANÇA. Nas partidas que o povo brasileiro vai disputar vamos nos lembrar de atletas exemplos como: César, Diego, Falcão, Poliana, Felipe, Lúcio, etc. etc. etc., e no PODIUM DA VIDA (podium de ouro) seremos vencedores e jogaremos para o lixo da história os “ATLETAS DA VERGONHA” que só nos envergonham.

EDUARDO TELLES – telleseduardo@ig.com.br blogeduardotelles.blogspot.com

Veja como se constroi uma organização criminosa.

Sarney e a crise no Senado
Confira a relação de escândalos que envolvem o político e sua família e abalaram a credibilidade da Casa.

Olha só o que a Veja montou sobre os esquemas da familia Sarney. Imperdível!!! http://veja.abril.com.br/brasil/sarney-crise-senado/

Sarney oferece trégua, pede armistício, mas exige liberdade total para Fernando(será que ele vai pedir liberdade pro Fernandinho Beira Mar também?

quinta-feira, 30 de julho de 2009 11:00
Sarney oferece trégua, pede armistício, mas exige liberdade total para Fernando
“Meu filho, meu tesouro” fez a fama e a fortuna do doutor Benjamin Spock, pediatra dos EUA que cuidou e se destacou numa geração. O presidente do Senado trata os filhos da mesma forma, chegou a dizer: “Roseana é a melhor coisa que fiz na vida”.
Agora, diante da montanha de irregularidades que derrubaram em cima de Fernando (no passado, foi a própria governadora), fica mais preocupado com ele até mesmo do que consigo. Isolado, esquecido, sem qualquer amigo, o presidente do Senado fez a proposta de uma interrupção da luta, para que possam conversar.
A proposta está redigida, começará a ser mostrada no fim de semana. Será tratada rigorosamente em sigilo (com manter essa condição?), até chegarem ou não chegarem a acordo. Mais do que o “conteúdo”, o surpreendente é o nome do intermediário. Como é que Sarney foi se lembrar dele?
De qualquer maneira, haja o que houver, a oposição (e até memso o Planalto-Alvorada), não poderão absolver Fernando Sarney, como se nada tivesse acontecido. Virá então a fase da retaliação (exibição de dossiê) do qual falou o próprio presidente do Senado ao viajar para o recesso. (Exclusiva)
Helio Fernandes

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ações contra Sarney no Conselho de Ética já são onze. pede pra sair, pede pra sair, pede pra sair...

BRASÍLIA - O Conselho de Ética do Senado recebeu até o momento onze ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). São cinco representações - duas do PSOL e três do PSDB - e seis denúncias - quatro de autoria do líder tucano Arthur Virgílio (AM) e duas assinadas em conjunto por Virgílio e Cristovam Buarque (PDT-DF). Um parlamentar acusado de quebra decoro pode, se o processo é aprovado em plenário, perder o mandato. As duas denúncias apresentadas por Virgílio e Buarque foram registradas no Conselho de Ética nesta quarta-feira, 29.

Veja também:

linkVirgílio:' Ameaça do PMDB é conversa de mafioso'

especialESPECIAL: a trajetória de José Sarney

somÁUDIO: Ouça os diálogos que ligam Sarney a atos secretos e a Agaciel

lista Confira a lista dos 663 atos secretos do Senado

especialESPECIAL MULTIMÍDIA: Entenda os atos secretos e confira as análises

lista O ESTADO DE S. PAULO: Senado acumula mais de 300 atos secretos

lista O ESTADO DE S. PAULO: Neto de Sarney agencia crédito no Senado

linkPresidente do Conselho de Ética emprega 'fantasma'

A primeira é baseada em reportagem publicada nesta quarta pelo jornal Folha de S.Paulo segundo a qual Sarney teria vendido propriedades sem o devido pagamento de impostos. A outra denúncia terá como fundamento notícia do jornal Correio Braziliense na qual Aluísio Guimarães Filho, agente da Polícia Federal (PF) cedido pela presidência da República ao senador José Sarney na cota de funcionários de ex-presidentes da República, passava informações sigilosas da PF ao empresário Fernando Sarney, investigado pela PF na Operação Boi Barrica.

A assessoria do senador Cristovam Buarque havia informado à imprensa que as novas denúncias seriam protocoladas nesta quinta, mas, por orientação do senador Arthur Virgílio, os documentos foram registrados por um funcionário de seu gabinete já na noite desta quarta-feira.

Segundo a assessoria de Virgílio, houve uma falha na comunicação entre o gabinete de ambos os senadores, pois opção do senador tucano sempre fora pela oficialização dos novos pedidos hoje.

Como algumas das representações contra José Sarney tratam todas do mesmo teor, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), deve propor que sejam unificadas, segundo informação de um interlocutor do senador à Agência Estado. As representações que poderiam ser unificadas são quatro: duas delas - uma registrada pelo PSDB e outra pelo PSOL - pedem ao conselho que investigue a responsabilidade de Sarney na edição de atos secretos; e duas - também apresentadas cada uma por um destes partidos - pedem a apuração da possível participação de José Sarney no esquema de desvio de dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras pela fundação que leva seu nome.

Das cinco representações recebidas pelo Conselho de Ética contra Sarney, apenas uma não seria vinculada: aquela em que o PSDB pede ao Conselho de Ética a apuração de suspeita de favorecimento do presidente do Senado a seu neto José Adriano Cordeiro Sarney, cuja empresa operava crédito consignado a servidores da Casa.

Paulo Duque, apesar de ter a prerrogativa, como presidente do Conselho, de arquivar sumariamente as representações contra Sarney, não estaria disposto a enfrentar o desgaste político dessa opção. Ele estaria confiante em que, ao entregar aos conselheiros a decisão sobre as representações, a maioria deles pedirá o arquivamento delas.

Dez dos quinze senadores do Conselho de Ética são da base aliada ao governo.


Tags: Crise no Senado, José Sarney, PSDB, atos secretos, Conselho de Ética

REDE GLOBO PODE ROMPER CONTRATO COM TV MIRANTE

REDE GLOBO PODE ROMPER CONTRATO COM TV MIRANTE

Apenas um comentárioPor: johncutrimjp | 29 de julho de 2009

O clã Sarney teme possível rompimento dos direitos de transmissão da Rede Globo com o Sistema Mirante de Comunicação, de propriedade da família. Segundo o jornalista Cláudio Humberto, as organizações Globo estudam a possibilidade da quebra de contrato com sua retransmissora no Maranhão (TV Mirante), em virtude dos últimos escândalos envolvendo o superintendente da filial no estado, Fernando Sarney, e seu pai, José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.

Nos últimos 20 anos, o Grupo Sarney enriqueceu com a Televisão Mirante. A emissora que começou em 1983, com um capital social (o capital próprio aplicado pelos sócios) de R120 mil, hoje ostenta uma soma milionária. São 8 milhões e 133 mil, bem divididinhos entre os três sócios, filhos do senador José Sarney(PMDB): o deputado federal Sarney Filho (PV), a senadora Roseana Sarney (PMDB) e o empresário Fernando Sarney. Cada um com 2 milhões e 711 mil.

A alteração contratual que pulou dos meros 120 mil para o valor milionário está publicada no Diário Oficial do Senado Federal datado de Julho de 2004. No mesmo Diário, consta ainda o projeto de d